12 de setembro | 2021
Um a cada 3 moradores de Olímpia está com contas em atraso
Na microrregião a cidade com maior percentual de inadimplentes em relação ao número de habitantes é Embauba (41%) e a melhor Altair (24%). Cenário é reflexo do momento pandêmico: inflação em alta, desemprego e renda achatada.

Para se tornar um inadimplente, segundo a Serasa, o consumidor precisa ter ao mínimo uma dívida em aberto. Ou seja, a pessoa tem uma conta de água para acertar no dia 10, mas não pagou. Automaticamente, a partir do dia seguinte é considerada inadimplente até acertar o pagamento.
CARTÕES DE CRÉDITO SÃO OS GRANDES VILÕES
Segundo a gerente da Serasa, Nathalia Dirani, a inadimplência cresceu durante a pandemia. Contudo, seja pela baixa renda ou por falta de educação financeira, o brasileiro já está acostumado a viver no limite das suas finanças. “Na análise das principais causas das dívidas em julho, o destaque continua com bancos e cartões de crédito, que seguem como o principal fator de inadimplência no País (29%). Na sequência, temos energia elétrica, gás, água e saneamento, com 24% e varejo com 13%”.
Para o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira, a região de Rio Preto está dentro da média nacional, visto a crise provocada pela pandemia. “Muita gente teve salário reduzido ou perdeu o emprego. Sem contar que, com as pessoas ficando mais tempo em casa, tivemos adicionais nas despesas e, logicamente, houve um descompasso nas contas”.
50,1% MULHERES CONTRA 49,9% DE HOMENS
Dados do Mapa da Inadimplência e Renegociações de Dívidas da Serasa mostram que há pouca diferença entre os gêneros. Em média, as mulheres representam 50,1% e os homens, 49,9%.
“A pandemia provocou um efeito dominó em várias famílias brasileiras. Por exemplo, o pai tinha boa renda e a esposa cuidava do filho. Com as restrições, o restaurante fechou e a renda da família caiu. Em outros casos, a avó ou avô era a principal renda da casa e morreu por conta da Covid-19. Em consequência, a família ficou com dificuldade para honrar as dívidas”, apontou o professor de contabilidade da Universidade de São Paulo (USP), Luiz Jurandir Simões de Araújo.
As famílias de classe mais baixa são as que mais sofrem para quitar as dívidas durante a pandemia da Covid-19. Mesmo com o auxílio emergencial que injetou dinheiro no orçamento das pessoas, a perda de renda e o aumento do preço do combustível, energia elétrica e de alimentos básicos fizeram a inadimplência disparar.
NA MICROREGIÃO
Da nossa microrregião, Olímpia é a segunda cidade em percentual de individados (18 mil ou 32% da população). A campeã é a pequena Embauba, onde 1000 moradores estão inadimplentes (41%). Na terceira posição estão Severínia com 5 mil (28%) e Cajobi com 3 mil (28%). A melhor situação é de Altair, onde 24% estão inadimplentes (1000 moradores).
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