16 de março | 2025
“As Mulheres Estão com Raiva”-mostra como a raiva feminina é sistematicamente abafada pela cultura patriarcal

“Sou uma fraude, sou preguiçoso, preciso trabalhar mais. Preciso ser mais durão, mais divertido, mais calmo. Preciso ficar quieto, parecer bonito, parar de me exibir. Preciso dar preferência aos outros, preciso estar em primeiro lugar. Preciso ser perfeito. Preciso esconder quem sou de verdade…”. Se essas afirmações lhe parecem familiares, saiba que você não é o único a ouvi-las. Isso é o que afirma Neal Allen, ex-jornalista e executivo empresarial, com mestrado em Ciência Política pela Universidade de Columbia e em Clássicos Orientais pela St. John’s College, que largou sua carreira para se dedicar a ajudar as pessoas a encontrar a voz de seu crítico interno e aprender a lidar com ele de forma saudável. Em seu mais novo livro “A Arte de Viver Dias Melhores”, publicação da Editora Cultrix, Neal analisa um aspecto fundamental da psique humana que de modo geral é ignorado: o superego. Fundamentado na ideia freudiana de que o superego forma necessariamente a consciência moral de uma pessoa, o autor explica como essa voz em sua cabeça se desenvolve na infância como um mecanismo de sobrevivência, mas, quando já não é necessária para proteção, se aloja na mente como uma espécie de “parasita pessoal”, algo impróprio para ela. Por meio de reflexões inteligentes e exercícios simples, Allen promete levar seus leitores ao encontro, ao confronto e, por fim, ao controle do crítico interno. Ao se livrar do fardo do superego e ao saber escutá-lo, sem ser tiranizado por ele, o autor afirma que “você poderá superar padrões desgastados de recompensa e punição, reduzir o falatório interno que o prejudica e, enfim, abrir espaço para a vida que merece – uma vida que seja mais tranquila e prazerosa”. “A Arte de Viver Dias Melhores” oferece ainda ao leitor exercícios e explorações simples e envolventes, capazes de levá-lo a encontrar confrontar e, finalmente, silenciar a voz punitiva que nos diz que não somos bons o suficiente. O livro tem 222 páginas.

Em um mundo onde a paciência é uma virtude e ser uma “boa menina” é algo para toda a vida, as mulheres nunca têm chance de expressar o que sentem. Isso traz como consequência às mulheres quadros de depressão, fadiga crônica, fibromialgia e doenças autoimunes. E por um simples motivo: elas estão com raiva; é o que afirma Jennifer Cox, psicoterapeuta e cofundadora do movimento Women Are Mad (WAM), em “As Mulheres Estão com Raiva”, livro que chega ao Brasil pela Editora Cultrix. Com mestrado em Neurociência, seu consultório de Psicoterapia em Londres tem fama internacional e é especializado no tratamento de mulheres e na questão da raiva não diagnosticada. Jennifer aponta em seu livro que tudo está nas bases da construção da feminilidade desde o berço. Ela ainda traz dados perturbadores, onde mostra o que as mulheres sofrem em cada etapa da vida: Meninas enfrentam as normas sociais – pelas roupas, brinquedos e tudo mais; garotas são vistas como objetos sexuais e criticadas por causa do corpo; mulheres, por conta da maternidade e as expectativas de carreira; e as idosas quando os médicos e profissionais de saúde costumam ignorar suas queixas. Com uma linguagem clara, franca e direta, “As Mulheres Estão com Raiva” mostra como a raiva feminina é sistematicamente abafada pela cultura patriarcal, que muitas vezes promove a ideia de que devem ser gentis, pacifistas e compreensivas, e explora como essa repressão impacta negativamente o bem-estar emocional, psicológico e físico das mulheres. Jennifer argumenta que a raiva é uma emoção humana normal e válida, essencial para a proteção de direitos e para a expressão de muitas necessidades, e desvenda mitos que associam a raiva exclusivamente a comportamentos destrutivos. Esse sentimento pode ser, sim, uma resposta legítima a injustiças e opressões, onde a raiva feminina liberada de forma inteligente age como uma ferramenta de empoderamento. O livro tem 320 páginas.
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