22 de janeiro | 2026

“Ouça a Sua Voz” – ouvindo nossa voz interior

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Ouça a Sua Voz

Com a correria do dia a dia, as notificações do celular, a confusão do trânsito, tanta televisão e o tumulto das ruas, é difícil encontrar um momento – e um lugar – para simplesmente existir, com calma e tranquilidade. Para piorar, a perturbação lá fora não é nada comparada àquela que muitas vezes criamos dentro de nós mesmos, com pensamentos apressados e incertezas que nos perseguem. Mas, como fugir de todo esse burburinho que nos cerca? Prem Rawat descobriu a resposta e a compartilha conosco neste livro: a paz está dentro de nós, sem exceção, mas cabe a cada um encontrá-la – e isso só é possível a partir do momento em que nos conhecemos por completo. Precisamos nos afastar das muitas teorias, das opiniões alheias e visitar um lugar só nosso, livre de distrações e angústias, onde podemos nos equilibrar e acompanhar a sinfonia que mais ninguém tem o privilégio de acessar. Apenas assim conseguiremos alcançar a plenitude e a alegria verdadeiras: ouvindo nossa voz interior. Com 248 páginas, o livro é da Editora Fontanar.

 

Grandes Símbolos das Civilizações

Muitas das lendas criadas para explicar fenômenos naturais e sociais vividos pela humanidade no decorrer da História seguem provando sua influência na sociedade moderna. Mitos clássicos sempre ressurgem na cultura pop, e símbolos antigos, como a mandala, continuam ligados ao cotidiano. O filósofo João Paulo Martins explora estas manifestações no livro “Grandes Símbolos das Civilizações”, publicação da Hanoi Editora. A obra faz parte da coleção “Comentários Sobre o Simbolismo em Grandes Obras” e, além de apresentar ao leitor um repertório histórico, propõe reflexões sobre a importância de preservá-lo e revisitá-lo para formar e renovar aprendizados. Por mais antigos que sejam, interpretar mitos e os símbolos que os constituem, adaptando-os para a realidade moderna, ainda se prova uma fonte valiosa de conhecimento. Muitos dos conceitos e palavras trabalhadas no livro já sofreram ressignificações ao longo do tempo – a própria palavra “mito”, por exemplo, que hoje pode representar uma mentira. É também o caso de “avatar”, termo usado atualmente como sinônimo de “usuário”, mas que deriva da filosofia indiana e representa uma entidade superior. A Roda da Vida Budista, as mandalas e os yantras, e o simbolismo dos animais em tradições diversas, sobretudo no Egito, também são abordados. Segundo a filósofa Lúcia Helena Galvão, que prefacia a obra, a forma meticulosa e didática do autor para descrever as várias histórias as torna fluidas e cativantes, não só de fácil compreensão como também agradáveis de acompanhar. “Grandes Símbolos das Civilizações” reúne explicações simples de momentos, conceitos e culturas complexos, que resumem experiências universais mesmo estando distantes tanto no espaço como no tempo. Uma leitura para refletir sobre a natureza humana e aprender com as marcas que ela deixa na Terra. O livro tem 112 páginas.

 

A Noite do Crime

As protagonistas, Alice Olgive e Íris Adams estão de volta no lançamento “A Noite do Crime” para resolver mais um assassinato. Nesta missão, elas vão contar com os ensinamentos de Agatha Christie e usar a genialidade dos icônicos detetives criados pela Rainha do Crime – Hercule Poirot e Miss Marple – para desvendar um possível caso de feminicídio na misteriosa cidade Enseada do Castelo. Coescrita pelas best-sellers, Kathleen Glasgow e Liz Lawson, esta nova trama, que revisita a série “Agathas”, se passa meses após as jovens desvendarem o mistério por trás da morte de Brooke Donovan, ex-melhor amiga de Alice. Incentivadas a fazer a diferença na cidade, em que a polícia não é boa em solucionar os casos, elas decidem investigar mistérios mais antigos, como a morte de uma estrela de cinema no Castelo Levy, em 1949, em que as autoridades também erraram na investigação e alegaram ser um acidente. Porém, enquanto bisbilhotava o castelo durante um baile da escola, Alice Olgive se depara com uma cena arrepiante na sacada: uma de suas colegas de classe, Rebecca Kennedy, caída em uma poça de seu próprio sangue, e outra, Helen Park, de pé ao lado da vítima. A polícia de Enseada do Castelo acha que é um caso de fácil solução, mas Alice e Íris não têm a mesma convicção. Park não é uma assassina – e as garotas sabem muito bem que, assim como nos mistérios de Christie, na vida real as coisas raramente são o que aparentam. Quanto mais analisam o ocorrido, as adolescentes percebem que há uma ligação peculiar com a morte que aconteceu naquele mesmo local, décadas atrás. Afinal, a “Rainha do Crime” sempre deixou claro que qualquer um pode ser o culpado e, às vezes, a resposta não é tão simples como se imagina. Logo, para desvendar esse novo caso, elas terão de analisar o passado e acabam descobrindo um dos maiores e mais perigosos segredos da cidade, que as colocam em perigo. Com 416 páginas, o livro é da Editora Plataforma 21.

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