30 de julho | 2024
Prospere com Inteligência Emocional no Mundo em Desordem
Retorno ao Ventre – Mỹnh fi nugror to vẽsikã kãtĩ
Quando as lembranças de Pedrolina deterioravam-se pelo Alzheimer, ela ligou para o sobrinho e escritor Jr. Bellé para contar uma história até então desconhecida. A família deles, majoritariamente branca, estabelecida no sudoeste do Paraná, vinha de raízes indígenas, possivelmente kaingang. É um relato parecido com a de diversos brasileiros e atravessa a própria formação do país: vítima de um bugreiro alemão, sua tataravó era uma criança indígena que nasceu, viveu e morreu sem registros oficiais ou alguém para relembrar sua trajetória às gerações seguintes. Foi o autor que tomou para si esse compromisso e preencheu as lacunas da memória com ficção em “Retorno ao Ventre – Mỹnh fi nugror to vẽsikã kãtĩ”, publicado pela editora Elefante. Na obra, tia Pedrolina também aparece, mas, diferente da vida real, ela está no leito do hospital quando compartilha as escassas lembranças sobre sua ancestral. A partir desse momento, os poemas começam a refletir sobre as consequências do violento processo de ocupação de terras indígenas por colonos brancos: a “marcha para o oeste”. Um de seus episódios inaugurais foi a primeira expedição militar da República em direção ao “grande sertão”, ou “vazio demográfico”, como era chamado o sudeste do Paraná. Contudo, o lugar era o lar e o território de inúmeros povos originários. Para construir esta poesia narrativa, Jr. Bellé recorreu a documentos históricos presentes nos arquivos de espaços como o Museu dos Povos Indígenas do Rio de Janeiro e o Portal da Legislação Histórica do Governo Federal. Parte desta documentação está inserida no livro, como uma composição artística de uma aldeia de casas subterrâneas, uma carta sobre a primeira incursão militar ao sudoeste do Paraná redigida pelo capitão do exército José Ozório e um registro de doação de terras com a comprovação da presença dos povos originários no local. O livro tem 168 páginas.
Antimanual Filosófico
Em um mundo tomado pela racionalidade excessiva, que se justifica diante da urgência por soluções para os desafios diários, Paulo Monteiro propõe uma guinada na direção contrária. No livro “Antimanual Filosófico: para pessoas inquietas com dogmas organizacionais”, o consultor e professor em desenvolvimento humano e organizacional repensa o mundo do trabalho e das organizações a partir da visão de grandes pensadores. Nomeando os capítulos da obra, Aristóteles, Sócrates, Nietzsche e Kant são alguns dos expoentes que se tornam fontes de inspiração para desconstruir dogmas como a hierarquia, a obsessão por resultados e o individualismo. O autor, também graduado em Filosofia, pinça recortes das teorias destes filósofos e, com uma linguagem prática e didática como se estivesse em sala de aula, faz provocações na forma de perguntas sobre temas como propósito, diálogo, ética e tecnologia. As aparências no ambiente de negócios, o ego inflado na falta da troca verdadeira entre pessoas, os problemas de comunicação e a coisificação para interesses próprios também são destrinchados nesta ágora filosófica. Para Monteiro, a busca constante por segurança coloca em um abismo o fato de que a mudança é a única constante, e que por isso não há respostas simples para lidar com os desafios. O livro tem 224 páginas.
Prospere com Inteligência Emocional no Mundo em Desordem
Com uma abordagem fundamentada na vanguarda das ciências comportamentais, o especialista em Neurociência Carlos Aldan de Araújo assina o livro “Prospere com Inteligência Emocional no Mundo em Desordem”. Lançamento da Matrix Editora, a obra explora a evolução histórica das emoções individuais e coletivas e oferece caminhos para gerenciá-las de forma adaptativa, seja na vida ou nos negócios. O conteúdo capacita o leitor com ferramentas práticas para alavancar a resiliência emocional, fortalecer vínculos autênticos e florescer com sabedoria, mesmo em um mundo caótico, repleto de desafios e possibilidades transformadoras. A obra mostra como o despertar dessa inteligência é fundamental para a reestruturação humana e o enfrentamento dos desafios ambientais, sociais e pessoais contemporâneos. Araújo revela o papel do autoconhecimento e desenvolvimento pessoal para que as pessoas possam atingir esses objetivos. Ele oferece dados essenciais para compreender a importância das relações saudáveis e dos cuidados com a saúde mental. Também destaca o impacto dos relacionamentos tóxicos no desempenho das atividades laborais, e as maneiras de reconhecê-los. O livro tem 64 páginas.
Ativa Mente 2 – Novos Desafios
Especializado em atendimento a idosos e pessoas acometidas por AVC, Mauricio Bechelli se une ao neurocoach e graduando em Psicologia, Fabrizio Bechelli, para lançar “Ativa Mente 2 – Novos Desafios”, livro de atividades que ajudam a desbloquear o potencial cerebral. Publicação da Matrix Editora, a obra reúne exercícios aplicados e testados com pessoas de 10 a 94 anos de idade. O objetivo é nutrir a agilidade mental, aguçar a memória, aumentar o foco e aprimorar as habilidades de resolução de problemas. Essa ginástica serve para manter, estimular, reabilitar e treinar as funções cognitivas de pessoas interessadas na saúde mental, apresentando benefícios em crianças, adolescentes e idosos. Conforme os autores, indivíduos com depressão em vários estágios, portadoras de doença de Alzheimer, Parkinson, síndrome de Down, TDAH e dislexia, além dos acometidos por AVC e que vivem sob estresse e ansiedade, fazem parte do grupo de teste das atividades propostas. Ao realizá-las na ordem apresentada no livro, esses pacientes foram estimulados com conteúdos mais elaborados e variados. Os resultados mostram que desafios constantes e crescentes são capazes de ativar os neurônios e manter o cérebro mais vivo, forte e ativo, impactando diretamente na rotina e na saúde. A estimulação cognitiva favorece a independência na velhice e proporciona maior agilidade, lucidez e felicidade, sendo fundamental à longevidade. Quanto mais cedo a pessoa começar a praticar, maior será sua autonomia e melhores serão os resultados em diversas tarefas que requeiram a utilização dessas funções, minimizando os riscos de uma degradação cerebral. O livro tem 208 páginas.
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