29 de setembro | 2026
Andorinha impede embarque de mãe com filho autista para terapia
F.A.M.C. levaria o filho de 4 anos, diagnosticado com TEA grau 2 de suporte, para terapias em São José do Rio Preto. Segundo BO, motorista alegou problema na documentação da criança e não autorizou a viagem.

O caso aconteceu no domingo, 28, no Terminal Rodoviário de Olímpia. Segundo o boletim de ocorrência, F.A.M.C. estava acompanhada do filho M.A.C.S., de 4 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), grau 2 de suporte.
VIAGEM ERA PARA TRATAMENTO EM RIO PRETO
A mãe informou à polícia que pretendia embarcar com a criança para São José do Rio Preto exclusivamente para que o filho pudesse realizar as terapias que fazem parte de sua rotina.
No momento do embarque, porém, o motorista teria apontado uma suposta irregularidade na documentação apresentada para identificação do menino.
Conforme o BO, F.A.M.C. apresentou sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH), seu RG, a certidão de nascimento da criança e uma fotografia do documento de identidade do pai do menino.
MOTORISTA CHAMOU FISCAL DA EMPRESA
Mesmo com os documentos apresentados, o motorista não autorizou o embarque e acionou um fiscal da própria Andorinha.
Segundo o relato da mãe, o fiscal também negou a autorização para a viagem, afirmando que seria necessária a apresentação do documento original da criança ou de cópia autenticada em cartório.
F.A.M.C. disse que tentou esclarecer a situação, mas permaneceu impedida de embarcar com o filho.
CONFUSÃO GEROU REVOLTA ENTRE PASSAGEIROS
Com o atraso provocado pela discussão sobre a documentação, outros passageiros começaram a demonstrar insatisfação com a demora para a saída do ônibus.
A Guarda Civil Municipal foi chamada ao terminal. De acordo com a versão registrada pela mãe, os agentes informaram que poderiam registrar o atendimento, mas que não poderiam interferir na decisão da empresa sobre autorizar ou não o embarque.
Alguns passageiros chegaram a desembarcar e, segundo o relato, houve reclamações e ofensas durante a confusão.
CRIANÇA FICOU ASSUSTADA
A mãe afirmou à Polícia Civil que toda a situação provocou forte transtorno emocional, principalmente porque percebeu que o filho ficou assustado e amedrontado com a tensão, as discussões e a hostilidade no local.
Sem conseguir embarcar, F.A.M.C. procurou a Delegacia de Polícia de Olímpia e registrou a ocorrência.
O boletim foi inicialmente classificado como ocorrência não criminal, ficando os fatos sujeitos à apreciação da autoridade policial.
O documento apresenta a versão da mãe sobre o episódio. Não consta no BO manifestação da empresa Andorinha sobre o motivo da recusa do embarque.
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