10 de maio | 2011

Apreensão em Catanduva indica que Oxi pode ter chegado à região

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Mais letal que o crack, o Oxi, nova droga que há alguns meses tem preocupado as autoridades, tanto
da segurança pública, quanto da saúde, pode ter chegado a região e estar bem próxima de Olímpia.

Isso é o que indica uma apreensão realizada pela Polícia Militar na segunda-feira, dia 9, em Catanduva, que retirou meio quilo de uma droga que suspeita ser oxi – uma nova versão do crack, mais potente e letal.

Se confirmado, será a primeira apreensão do entorpecente na região. O produto, de coloração mais escura que o crack tradicional e com odor de querosene, foi encaminhado para exames laboratoriais.

A droga foi apreendida durante operação de combate ao tráfico, por volta das 14 horas, com um casal que não teve a identidade revelada, na rua Itinga, bairro Cidade Jardim, naquela cidade.

"Notamos a presença de odor de combustível, o que indica que, realmente, se trata de oxi, mas a comprovação depende de laudo técnico", disse o policial militar olimpiense, tenente Luiz Augusto Duran, em entrevista que concedeu ao jornal Diário da Região, de São José do Rio Preto.

Segundo o titular da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes, Amauri César Pelarin, até então, nenhum flagrante da droga havia sido feito. O oxi é uma versão popularizada do crack e tem como base a cocaína misturada a cal virgem e querosene.

De acordo com Duran, uma equipe fazia patrulhamento no bairro e avistou um usuário "dispensar" quatro pinos de cocaína que havia comprado em um ponto de tráfico, durante a aproximação policial. "Ele (o usuário) disse onde havia comprado o entorpecente. Fomos até lá e encontramos os acusados com a droga", disse o tenente.

Foram apreendidos meio quilo de maconha, meio quilo de pedras de crack ou oxi, além de seis celulares, um notebook, R$ 1 mil e dois frascos com bicarbonato de sódio. Para a polícia, o casal preso fazia o "batismo" da droga antes de revendê-la.

OXI – a nova droga já está em SP

Comum em outros estados, a oxi é mais devastadora que o crak segundo o Denarc – Departamento de Narcóticos da Polícia Civil de São Paulo – já foram apreendidos esse ano cerca de 60 quilos na capital paulista.

A nova droga é uma mistura de base de cocaína, querosene (ou gasolina, diesel e solução de bateria), cal e permanganato de potássio. Antes, a droga era diluída na maconha, mas hoje, ela já é transformada em pedra e fumada em um cachimbo, assim como o crack.

A oxi já é comum em outros estados como o Acre, que faz fronteira com Perú e Bolívia, mas chegou a São Paulo há algum tempo. Por não ser uma droga conhecida, o material apreendido acaba sendo confundido com o crack.

De acordo com Ana Cristina Fulini, coordenadora terapêutica da Clínica Maia Prime, essa droga tem um poder ainda mais devastador. "A oxi chega muito rápido ao cérebro, mas os efeitos duram pouco, fazendo com que o usuário use constantemente a droga a fim de ter as sensações que vão da euforia, depressão, medo e chegam a levar a paranoia", explica.

Outro fator que pode desencadear o uso do oxi em relação ao crack é o preço. Enquanto que a pedra de crack é vendida entre R$ 7,00 e $ 10,00, a oxi varia de R$ 2,00 a R$ 5,00.

Por ter muitos componentes, a toxidade é muito alta, podendo afetar o sistema cardiorrespiratório e gerar perda da consciência e problemas hepáticos. De acordo com especialistas do Denarc, em média, 30% dos usuários desse tipo de droga não sobrevivem após um ano de uso.

Para Ana Cristina, muitos desses usuários podem ter migrado da cocaína, por isso, acha que é importante que a família esteja atenta para que uma equipe multidisciplinar acompanhe o quanto antes esse dependente. "Um bom tratamento depende muito da família e das informações passadas à equipe de atendimento. É fundamental sabermos que tipo de droga o usuário utiliza ou utilizou", alerta.

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