20 de abril | 2026

Associação acolhe crianças autistas, mas falta de apoio limita atendimento

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Casa TEAcolhe atende dezenas de famílias com terapias gratuitas, mas depende de voluntários e enfrenta dificuldades para ampliar estrutura.

BRUNA ARANTES

A atuação de projetos sociais voltados ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista em Olímpia evidencia tanto a força da solidariedade quanto as limitações impostas pela falta de recursos. A avaliação é de Kelly, da Associação Nós Mulheres e responsável pela Casa TEAcolhe, iniciativa de acolhimento a crianças com autismo e outras deficiências.

Segundo ela, o projeto surgiu a partir da demanda de mães atípicas em busca de apoio e orientação. A partir disso, o trabalho passou a atender diretamente as crianças, enquanto a associação mantém ações paralelas voltadas às mulheres.

ATENDIMENTO MULTIDISCIPLINAR, MAS LIMITADO
Atualmente, cerca de 45 crianças são atendidas com acompanhamento em terapia ABA, terapia ocupacional, apoio psicológico e nutricional, parte em parceria com profissionais da saúde.

Apesar disso, Kelly aponta lacunas importantes, como a ausência de fonoaudiólogo e dificuldade de acesso a outros especialistas, o que compromete o atendimento completo.

TRATAMENTO É CARO E POUCO ACESSÍVEL
O alto custo do tratamento multidisciplinar é uma das principais dificuldades. Muitas famílias não conseguem manter o acompanhamento sem apoio.

Ela destaca que o atendimento gratuito oferecido pelo projeto é essencial, mas insuficiente diante da demanda crescente. “As crianças não podem parar o tratamento”, afirma.

FALTA DE PREPARO E SUPORTE
Kelly avalia que ainda há falhas na estrutura pública de atendimento, que não supre as necessidades das famílias, especialmente na continuidade do cuidado.

Também critica a falta de preparo das escolas para lidar com alunos com autismo, problema recorrente entre as mães atendidas.

PROJETO FUNCIONA COM VOLUNTÁRIOS
A Casa TEAcolhe não conta com recursos públicos diretos e é mantida por doações, apoio pessoal e trabalho voluntário. Os profissionais atuam por dedicação, sem remuneração regular.

Segundo Kelly, há custos fixos, como aluguel, e a falta de financiamento limita a ampliação. A procura já supera a capacidade atual.

DEMANDA CRESCENTE E INCERTEZA
O aumento dos diagnósticos também é percebido no dia a dia da associação. Kelly afirma que o crescimento é evidente, embora sem explicação clara.

Ela reforça que a situação exige respostas mais efetivas do poder público e maior envolvimento da sociedade.

ACOLHIMENTO COMO DIFERENCIAL
Além do atendimento às crianças, o projeto oferece suporte emocional às famílias. Muitas mães chegam sobrecarregadas e encontram no espaço um ponto de apoio.

O diferencial, segundo Kelly, está no cuidado integral, que considera também o contexto familiar.

NECESSIDADE DE APOIO E AMPLIAÇÃO
Por fim, Kelly afirma que o projeto precisa de apoio para manter e ampliar o atendimento. Há tentativas de buscar recursos públicos, ainda sem resultados.

A Casa TEAcolhe funciona na Rua Durval Brito, 466, no Jardim Glória, e segue aberta à comunidade, mas a responsável alerta que, sem apoio financeiro e estrutural, será difícil atender à demanda crescente.

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