25 de fevereiro | 2007

Carneiro dá a entender que escola teria desviado verba teria que ser eliminada

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O prefeito Luiz Fernando Carneiro deu a entender que uma das escolas de samba que participou do carnaval deste ano teria desviado a verba de R$ 7 mil reais repassada pela prefeitura a título de subvenção e que por isso deveria ser eliminada do carnaval de 2008.

Por outro lado, disse que excetuando alguns senões, foi uma festa tranqüila. A fala aconteceu durante sua participação semanal na Rádio Menina AM, no programa Fala prefeito da sexta-feira (23) desta semana.

"Lamentável esse tipo de artifício que algumas tentam escamotear pra poder fazer jus àquela verba e a gente espera que com a prestação de contas, ela possa ser excluída no próximo ano porque a gente não pode compactuar com isso. E tentando melhorar. Agora, são coisa que a gente epera da própria agremiação, uma lisura, uma conduta que possa estar recebendo e estar investindo o dinheiro público", comentou o prefeito.

Carneiro justifica que o carnaval não custa somente R$ 7 mil para cada agremiação, mas que custa muito mais do que isso para a prefeitura: "O carnaval no fechamento final das contas deve girar em torno de R$ 100 mil. Tem que pagar a banda, o som, o iluminação que faz a mais na praça da Matriz, ali, isso tem um custo, a CPFL cobra a mais por isso, a segurança, aluguel de tenda pra o baile. Então, tudo isso tem um custo que acaba sendo pesado para a prefeitura, mas faz parte dos gastos com o laser popular através das festas do carnaval".

Sobre os problemas de segurança, o prefeito disse que muito pouca coisa ocorreu: "Problemas aí de brigas, que pra variar a meninada que toma umas a mais e aí fica tudo valente, macho, querendo brigar com Deus e todo mundo".

Sobre as críticas ao trabalho do corpo de segurança contratado pela prefeitura, comentou que é uma situação que vem ocorrendo há sete carnavais, desde que assumiu a prefeitura e que é adotada apenas para garantir a tranquilidade das pessoas que para o carnaval se dirigem.

"Quem não quer se sujeitar a isso, não vá, ninguém é obrigado a ir. Aqueles que querem ir, como toda noite compareceu praticamente uma grande quantidade de pessoas lá, se sujeitam a isso e vão se divertir e as brigas acabam sendo só, como já disse, por excesso de bebida, que um acaba ficando mais forte, mais macho que outro, acha que pode mais que Deus", afirmou.

 

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