26 de abril | 2026

“Na Ponta da Mesa” inverte “Naquela Mesa” e antecipa a despedida em forma de legado

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INVERSÃO DA SAUDADE!

Pai transforma ausência futura em mensagem consciente à família através da música. Lançada no Pod Pai e Filha de 22 de abril de 2026, a nova música do Véi da Ni propõe o oposto do clássico de Sérgio Bittencourt, que compôs a música Naquela Mesa ressaltando a saudade do pai, Jacob do Bandolim, ao trazer o próprio pai, ainda em vida, preparando filhos, netos e familiares para que a casa nunca se torne silêncio.

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A edição de quarta-feira, 22 de abril de 2026, do podcast Pod Pai e Filha marcou o lançamento da música “Na Ponta da Mesa”, nova composição do “Véi da Ni”, alter ego artístico de José Antônio Arantes, que agora consegue transformar seus poemas em música através da Inteligência Artificial.

A canção parte de uma proposta clara e incomum, funcionar como o inverso do clássico “Naquela Mesa”, de Sérgio Bittencourt, escrita após a morte de Jacob do Bandolim.

Se na obra consagrada o filho revive a ausência do pai já falecido, nesta nova composição o movimento é antecipado. O próprio pai, ainda presente, observa sua família, reconhece a passagem do tempo e decide deixar, em vida, uma espécie de orientação afetiva para quando não estiver mais ali.

DA ROTINA SIMPLES
À CONSTRUÇÃO DO SENTIDO

A música nasce de um cenário cotidiano, o narrador sentado à ponta da mesa, com uma bebida na mão, acompanhando a dinâmica da casa. A esposa reclama, questiona, insiste, mas revela, por trás disso, o cuidado. Os filhos chegam com suas próprias visões de mundo, intensidades e conflitos.

Nesse ambiente, que mistura conversa cruzada, divergência e afeto, o narrador assume o papel de observador. Entre um gole e outro, ele filosofa, tentando compreender o mundo ao lado da família, enquanto o tempo passa quase despercebido.

A mesa, nesse contexto, deixa de ser um objeto e se transforma em símbolo. É ali que a vida acontece, onde os vínculos se fortalecem e onde se constrói aquilo que, mais tarde, será lembrança.

A INVERSÃO DE “NAQUELA MESA”

O ponto central da obra está justamente na inversão narrativa em relação a “Naquela Mesa”. Em vez de um filho lamentando a ausência do pai, é o pai que se antecipa ao vazio que não quer deixar.

Ele não fala em perda, mas em continuidade. A orientação é direta, quando a cadeira estiver vazia, a casa não pode se calar. A conversa deve seguir, as discussões também, assim como o riso e o amor.

Essa inversão transforma a despedida em um gesto consciente. O personagem não quer ser lembrado pelo silêncio, mas pelo movimento da vida que continua.

RESUMO DA LETRA

A letra acompanha o cotidiano de uma família reunida em torno da mesa, mostrando o narrador observando a esposa, os filhos e as diferentes gerações convivendo entre conflitos, diálogos e afeto.

Ao longo da música, ele reconhece a passagem do tempo e introduz a possibilidade de sua ausência, orientando que, quando isso acontecer, a família mantenha viva a dinâmica que sempre existiu.

Nos versos seguintes, surgem novas gerações, como neta e bisavó, ampliando a ideia de continuidade. A família é apresentada como uma linha do tempo em movimento, onde cada fase carrega e transmite o amor vivido.

Na parte final, o narrador reforça que não desaparecerá completamente. Ele permanecerá nos gestos, nas falas, nos hábitos e nas lembranças, tornando-se presença na consciência dos que ficam.

LEGADO E CONTINUIDADE

Ao incluir diferentes gerações, a música amplia seu alcance e reforça a ideia de que a vida não se encerra, apenas se transforma. O amor, nesse contexto, aparece como elemento permanente, que atravessa o tempo e mantém a família unida mesmo diante da ausência.

Com “Na Ponta da Mesa”, o Véi da Ni consolida uma proposta autoral que mistura crônica, filosofia e música, transformando uma cena simples do cotidiano em uma reflexão profunda sobre o tempo, a convivência e o legado deixado por quem parte.

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