18 de março | 2012
Criança de um ano teria fraturado clavícula em creche municipal
Uma criança de apenas um ano e três meses de idade teria fraturado a clavícula quando estava em uma creche municipal. O caso registrado pela mãe, a faxineira Maiara Fernando de Paula, será investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher.A situação teria ocorrido na Creche Narizinho, localizada no Jardim Santa Ifigênia, na zona norte de Olímpia, na tarde da quarta-feira desta semana, dia 14.
Estranhando o comportamento da filha quando foi buscá-la no local – a criança chorava insistentemente – a faxineira levou a filha à Santa Casa onde a fratura foi constatada, além de um ferimento no braço. Inconformada, a mulher foi à delegacia e registrou um boletim de ocorrência.
De acordo com o que a faxineira contou a esta Folha na tarde de sexta-feira, dia 16, era o segundo dia que a filha frequentava a creche e ela estava preocupada com a possibilidade de não haver uma adaptação rápida da criança, assim como ocorreu com ela por causa da separação.
Maiara contou inclusive que já havia conversado com o marido no sentido de retirar a menina da creche. Disse que já havia acertado outro local para deixá-la e que por volta de 12h30 ligou avisando que buscaria a menina.
Mas quando chegou encontrou a filha já chorando. “Percebi que era um choro de dor e ela tava um pouquinho quente de febre. Ai eu percebi que ela foi mexer o braço para pegar a chupeta e chorou mais forte”, contou.
A faxineira contou que quando descobriu a fratura comunicou o fato à direção da creche e a resposta foi a de que iriam averiguar com os monitores e professores.
De acordo com ela, o ortopedista que atendeu sua filha informou que a fratura foi provocada por um tombo que a menina deve ter sofrido.
CASO ANTERIOR
Como se sabe, menos de um mês atrás um pai encontrou o filho com vários hematomas no braço direito, quando foi buscá-lo na saída da creche onde a criança permanece enquanto trabalha.
O caso foi registrado na tarde do dia 28 de fevereiro, como lesão corporal que teria ocorrido na creche municipal do Jardim Santa Ifigênia, na zona norte de Olímpia.
O trabalhador rural Milton Gomes Oliveira, de 36 anos de idade, foi buscar o filho de apenas dois anos, provavelmente na mesma creche, e encontrou o menino se queixando de dores no braço direito e constatou que havia manchas roxas.
Ao perguntar à diretora da creche, foi informado que o menino havia sofrido uma queda acidental. Na Santa Casa foi constatado que havia sete hematomas no braço direito de seu filho.
Por isso, passou a acreditar que o filho pode ter sido vítima de beliscões. Ele quer que a polícia apure a verdade, ou seja, se o menino sofreu realmente uma queda ou se houve algum tipo de agressão praticado contra ele.
OUTRO LADO
Segundo o que foi publicado em um blog na internet, que consta ter vínculo com a administração municipal, a secretária municipal de Educação, Eliana Antônia Duarte Bertoncelo Monteiro, nega que a criança teria se machucado na creche.
De acordo com ela, a criança foi entregue à mãe mediante documento assinado e não estava chorando de dor. Para a secretária a menina não havia se machucado.
Embora afirmando que acompanha o esclarecimento do caso, a secretária teria estranhado a situação e afirmado que a criança possa ter se machucado ou sido machucada em outro local.
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