12 de fevereiro | 2026
Duas mulheres são presas em Severínia por suspeita de venda ilegal de “tirzepatida” sem registro e sem prescrição
Mandado de busca encontrou ampolas, seringas, celulares e dinheiro; denúncia aponta comercialização em redes sociais e WhatsApp. 
Duas mulheres foram presas em Severínia (SP) após investigação e cumprimento de mandado de busca que apurava a suposta venda ilegal de medicamentos com o princípio ativo tirzepatida, sem prescrição.
A apuração começou após denúncia formal feita à Polícia e à Vigilância Sanitária, relatando que as investigadas estariam divulgando e comercializando o produto pelas redes sociais e por mensagens.
DENÚNCIA APONTOU VENDA EM REDES SOCIAIS E WHATSAPP
De acordo com as informações, a denúncia foi feita por um diretor da Vigilância Sanitária, que recebeu informações repassadas por uma médica, além de prints e publicações que indicariam a oferta do medicamento.
A médica relatou que ouviu comentários no local onde trabalha de que as duas mulheres estariam vendendo tirzepatida, inclusive em stories e mensagens, sem receita e com preço considerado muito abaixo do comum.
MEDICAMENTO CITADO NÃO TERIA REGISTRO NA ANVISA
No documento, consta que, segundo a denúncia, o único medicamento com esse princípio ativo e registro seria o Mounjaro, enquanto o produto ofertado seria apresentado com nomes diferentes, sem registro na Anvisa e com possível falta de rastreabilidade.
A denúncia também levantou a suspeita de que as vendas poderiam estar ocorrendo para compra e revenda em outras regiões do Brasil.
BUSCAS APREENDERAM AMPOLAS, SERINGAS E DINHEIRO
Após a denúncia, foi expedido mandado de busca e apreensão, cumprido em dois endereços no Centro de Severínia, com participação de Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Civil Municipal.
Em uma das residências, foram apreendidas 41 seringas descartáveis para insulina, uma ampola cheia de “Lipoland” (tirzepatida), além de ampolas vazias e uma receita médica em nome de uma das investigadas.
CELULARES E MATERIAIS FORAM RECOLHIDOS
Também foi apreendido um celular da marca Apple e R$ 1.896,00 em dinheiro, que, segundo o documento, estavam relacionados a uma das investigadas.
Na segunda residência, a equipe encontrou ampolas armazenadas em geladeira, além de mais itens ligados ao caso, incluindo outro celular e seringas.
PRISÃO EM FLAGRANTE
Após os trabalhos, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante das duas investigadas, que foram conduzidas à delegacia.
O documento aponta que ambas seriam encaminhadas para a cadeia pública, ficando à disposição da Justiça.
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