31 de maio | 2026
Falta de jurados provoca o adiamento do julgamento de Euripinho e Nuguete
ADIAMENTO!
Falta de quórum entre jurados impede continuidade de julgamento do tiroteio histórico em Olímpia.A nova data foi marcada para o dia 18 de fevereiro de 2027

O júri popular, que estava marcado para a quinta-feira, 28, não aconteceu por falta de jurados. O advogado de defesa Marcos Antônio Santos explicou que o júri não pôde ser realizado porque não houve o quórum mínimo de jurados, que é de 15 membros.
Contou o advogado que compareceram 15 jurados e a sessão plenária chegou a ser instalada, mas um dos jurados, durante a escolha, se mostrou impedido de participar, alegando que teve contato com familiares de um dos advogados que atuaria no julgamento. Com isso, restaram apenas 14 jurados e o júri popular não pôde ser realizado.
Como se sabe, nas sessões do júri, 25 cidadãos são alistados e convocados previamente. A lei processual penal permite que os trabalhos sejam abertos desde que estejam presentes pelo menos 15. Esse número garante que, mesmo após as recusas das partes, acusação e defesa, haja o mínimo de sete jurados para formar o Conselho de Sentença.
NOVA DATA MARCADA
Foi designado pelo juiz de Direito que o júri popular seja realizado no dia 18 de fevereiro de 2027. Com isso, os únicos réus que ainda não foram julgados nesse processo, que foi desmembrado, são “Euripinho” e Nuguete. Eles continuam em liberdade.
OS JULGADOS
Nesse caso, o primeiro envolvido a ser julgado foi o cobrador Márcio Aparecido Macri, de São José do Rio Preto, que era acusado de tentativa de homicídio por cinco vezes. No julgamento realizado em março de 2025, ele foi absolvido.
No último dia 14 deste mês, o réu Paulo Sérgio Vieira, o Paulinho, foi absolvido das acusações de homicídio consumado contra o cobrador Leandro Ribas e associação criminosa, e condenado por tentativa de homicídio contra Márcio Macri.
Já na quinta-feira, 21, os réus Emerson Alceu Teixeira, o “Nim Peão”, e Laércio Marques, o “Laércio Peão”, foram absolvidos das três acusações.
O TIROTEIO
O tiroteio na Rua Senador Virgílio Rodrigues Alves aconteceu no dia 11 de julho de 2017. Os cobradores Macri e Ribas, policiais militares aposentados, foram contratados pelo advogado Antônio Luís Pimenta Laraia para cobrar uma suposta dívida de aproximadamente R$ 350 mil. “Euripinho” nega a dívida.
Na porta da casa do corretor houve um entrevero entre os cobradores e funcionários de “Euripinho”, que culminou com a troca de tiros. Com isso, Ribas foi atingido com um tiro na cabeça e morreu. A defesa, nos julgamentos anteriores, alegou que Macri teria dito a uma testemunha que ele próprio teria atirado no amigo. Paulinho, Laércio e o corretor ficaram feridos. Nim e Nuguete nada sofreram.
Comentários
Os comentários não representam a opinião do iFolha; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Você deve se logar no site para enviar um comentário. Clique aqui e faça o login!
Ainda não tem nenhum comentário para esse post. Seja o primeiro a comentar!






