11 de agosto | 2019
Família decide doar os órgãos da jovem morta em acidente no trevo

De acordo com informações, o corpo da jovem Júlia estava na Santa Casa de Misericórdia de Barretos, para onde foi transferido logo após o acidente na madrugada de quarta-feira, dia 7. Os órgãos seriam retirados por uma equipe de médicos de Ribeirão Preto e transplantados em pacientes compatíveis.
Júlia Lopes sofreu traumatismo craniano quando estava como passageira do veículo Citroen/C3, 2016, preto, conduzido por Suiane Baldan, de 21 anos. Ainda estava no carro Alan Ricardo Galete Padon, de 28 anos e Tiago Aragão Celeste, de 20 anos.
Por motivos ainda a ser apurados, a condutora perdeu o controle do veículo e capotou. Júlia ficou gravemente feriada e foi socorrida pelo resgate do corpo de bombeiros, tendo sido transferida para a Santa Casa de Barretos.
De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa da UPA de Olímpia, Tiago estava em observação e realizaria tomografia. Já Alan deu entrada na unidade de saúde com fratura no fêmur, foi estabilizado e encaminhado para o pronto atendimento de um convênio médico. Já a condutora Suyane, aparentemente com ferimentos leves, também foi encaminhada para o mesmo pronto atendimento de onde foi liberada.
Segundo informações posteriores, Alan teria sido removido para hospital de São José do Rio Preto pela gravidade dos problemas, mas na sexta-feira já não corria risco de morte. Tiago, por sua vez, estaria internado na Santa Casa de Barretos com problemas na coluna.
A notícia repercutiu intensamente na cidade, mas como não foi registrado nenhum boletim de ocorrência na delegacia de polícia local as informações acabaram sendo desencontradas, inclusive sobre o falecimento de Julia e o seu enterro.
DOAÇÃO DE ÓRGÃOS
A doação de órgãos é um ato de caridade e amor ao próximo. A cada ano, muitas vidas são salvas por esse gesto altruísta.
O transplante é um procedimento cirúrgico (regulado pela Lei nº 9.434/1997 e Lei nº 10.211/2001) no qual um órgão ou tecido doente é substituído por outro saudável. Para isso, é preciso que haja doadores – vivos ou mortos. Qualquer pessoa pode ser doadora, exceto portadores de doenças infecciosas ativas ou de câncer.
Um único doador pode salvar ou melhorar a qualidade de vida de mais de vinte pessoas.
A morte cerebral, ou encefálica, é a parada irreversível da função do encéfalo (cérebro e tronco cerebral). Ela ocorre quando o cérebro deixa de receber fluxo sanguíneo e não executa mais suas funções vitais. A constatação da morte encefálica é feita por pelo menos dois médicos, um deles neurologista, a partir de exames clínicos realizados em intervalo de diversas horas. A morte cerebral é diferente da morte cardíaca: a primeira permite a doação de órgãos e tecidos; a segunda, só a doação de tecidos. Já o paciente em coma não é doador, pois seu quadro pode ser revertido.
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