13 de abril | 2026
Financiamento fantasma após compra de carro em Olímpia leva caso de estelionato à polícia
Moradora descobre dívida em seu nome sem autorização, enfrenta cobranças indevidas e leva caso de estelionato à Polícia Civil após negociação de veículo seminovo

A vítima, identificada como P. C., comprou um Fiat Palio no dia 19 de fevereiro de 2026 em uma loja de veículos da cidade, pelo valor total de R$ 22 mil. No momento da compra, ela pagou R$ 16 mil por meio de duas transferências via PIX ao proprietário do estabelecimento, A. C..
BLOQUEIO NO CRÉDITO E SURPRESA NO SISTEMA
Para quitar os R$ 6 mil restantes, Pamela pretendia contratar um financiamento bancário. No entanto, como não conseguiu aprovação imediata de crédito, assinou uma nota promissória com vencimento em abril, ficando com o veículo sob o compromisso de regularizar o valor posteriormente.
A situação tomou um rumo inesperado quando, ao tentar obter crédito em outras instituições, ela foi informada de que já existia um financiamento recente vinculado ao seu CPF. Segundo a vítima, ela nunca solicitou esse empréstimo, não recebeu valores e tampouco teve acesso a boletos ou qualquer documentação referente à suposta dívida.
COBRANÇAS INDEVIDAS E CONSULTAS SUSPEITAS
Mesmo sem esclarecimentos sobre o financiamento desconhecido, P. relatou que passou a receber cobranças insistentes por parte do vendedor, inclusive antes do prazo estipulado na nota promissória. A pressão aumentou nos dias seguintes, gerando ainda mais insegurança sobre a negociação.
Na última sexta-feira, 10 de abril, a situação se agravou quando ela descobriu uma consulta de crédito em seu nome feita por outro estabelecimento. A vítima afirma nunca ter tido contato com essa empresa, levantando suspeitas de possível uso indevido de seus dados pessoais.
REGISTRO POLICIAL E PROVIDÊNCIAS JURÍDICAS
Diante das irregularidades, Pamela registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Olímpia, classificando o caso como estelionato consumado. O registro aponta que os fatos ocorreram no bairro Patrimônio de São João Batista.
A Polícia Civil orientou a vítima sobre o prazo de seis meses para formalizar a representação criminal contra os possíveis envolvidos. O caso agora segue sob investigação, enquanto a moradora busca respostas sobre como um financiamento pôde ser realizado em seu nome sem autorização ou qualquer benefício direto.
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