21 de julho | 2024
FOLHA AMEAÇADA! Advogado aponta possíveis abusos de autoridade e coação contra cidadãos.
PERSEGUIÇÃO?
“Função da guarda não é coagir, mas preservar bens públicos”, diz Anderson Jamil Abrahão.
Na quinta-feira, 18, o podcast Pod Pai e Filha, de Bruna e Arantes, trouxe à tona a continuação das tensões envolvendo guardas municipais e a imprensa local. O episódio repercutiu acusações graves e incluiu uma entrevista com o advogado e professor de direito Anderson Jamil Abrahão.
Durante o programa, os apresentadores abordaram a campanha alegadamente orquestrada pelo presidente da Associação dos Guardas de Rio Preto e assumida pelos que chamaram de paus mandados do prefeito local. “É risível ver o assessor que tem acusação grave no caso da Bravos falar de ética e moralidade na internet”, declarou Bruna. A apresentadora criticou duramente a postura de alguns guardas, acusando-os de espalharem fake news e os “influencers” a soldo do prefeito de pressionarem empresários a cancelarem publicidade.
O ponto central da discussão foi um áudio comprometedor divulgado no programa. Segundo Bruna, os guardas municipais de Olímpia estariam coagindo moradores e trabalhadores locais. “A cidade está com medo, a população está com medo”, disse ela.
Em um print apresentado durante o programa uma internauta expressou seu apoio às denúncias, destacando a perseguição que a população de Olímpia estaria sofrendo. “O povo da Santa Ifigenia está sendo algemado e batido na cara”, escreveu a internauta que pediu para não ser identificada com medo de sofrer represálias, referindo-se a supostos abusos de autoridade praticados pela Guarda Municipal.
Bruna, visivelmente indignada, defendeu sua postura frente às acusações de perseguição e cancelamento. “Podem me dar esse nome de cancelada”, disse ela. “Eu prefiro levar a voz da população olimpiense ao conhecimento de todos.”
O advogado Anderson Jamil Abrahão participou do programa para discutir os aspectos legais das ações denunciadas. Segundo Abrahão, a conduta dos guardas pode configurar abuso de autoridade. Ele destacou que, em situações como a descrita, é essencial que os cidadãos utilizem os meios legais disponíveis, como o boletim de ocorrência.
“Eu acho que uma autoridade tem no mínimo que descer do carro, tirar satisfação e falar de forma adequada. O linguajar é importante”, disse Abrahão, referindo-se ao caso onde um guarda desceu da viatura e questionou de forma agressiva um cidadão. Ele ressaltou que a função dos guardas civis municipais é a preservação dos bens, serviços e instalações do município, e não a coação de cidadãos.
Bruna também criticou a postura de algumas autoridades e questionou a ética de quem estaria por trás das acusações. “Tem gente que gosta de cheque voador”, afirmou, sugerindo que interesses políticos estariam motivando as ações dos guardas.
A apresentadora relatou ainda ter recebido diversas denúncias da população, o que, segundo ela, comprova o clima de medo instalado na cidade. “A população tem medo porque eles estão vendo se a imprensa que tá dando voz para eles e trazendo o que tá acontecendo tá passando por tudo isso.”
No decorrer da transmissão, Bruna anunciou que continuará a divulgar denúncias enviadas pela população. “Vamos denunciar todas as barbaridades que aqui em Olímpia acontecer”, afirmou.
A entrevista com Anderson Jamil Abrahão trouxe uma perspectiva técnica sobre os eventos relatados. Ele destacou que a função das guardas municipais é a preservação dos bens, serviços e instalações do município, conforme previsto na Constituição Federal. “As guardas municipais não têm poder de polícia, elas não podem agir como a Polícia Militar ou Civil”, explicou Abrahão. Ele ressaltou que as ações descritas no programa configuram um possível abuso de autoridade e incentivou os cidadãos a buscarem seus direitos de forma legal. “Se houve abuso, deve ser relatado às autoridades competentes. O cidadão tem o direito de se defender e de ser tratado com respeito.”
Abrahão também comentou sobre o uso excessivo de força pelas guardas municipais, destacando que isso tem sido questionado juridicamente. “Uso de armamento e abordagem truculenta são práticas questionáveis e devem ser analisadas conforme a lei. A guarda civil deve atuar dentro dos limites legais, preservando a segurança pública sem abusos.”
O programa finalizou com a promessa de novos áudios e denúncias a serem divulgados nos próximos episódios. Bruna e Arantes reiteraram seu compromisso em dar voz à população e denunciar abusos.
Comentários
Os comentários não representam a opinião do iFolha; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Você deve se logar no site para enviar um comentário. Clique aqui e faça o login!
Ainda não tem nenhum comentário para esse post. Seja o primeiro a comentar!







