26 de dezembro | 2025
Homem desafia guardas municipais a atirarem durante chamado de violência doméstica no Campo Belo
Suspeito foi imobilizado após resistir à abordagem em residência de Olímpia; Polícia Civil solicitou medidas protetivas urgentes para a vítima.

No quintal da residência, os guardas visualizaram Adão MS. O portão da casa estava aberto, e a equipe deu ordem para que o homem levantasse a camiseta e mantivesse as mãos erguidas para a realização da abordagem de segurança. O indivíduo, no entanto, recusou-se a obedecer às ordens legais dos agentes públicos.
RESISTÊNCIA E USO DE FORÇA
Durante a recusa, Adão afirmou aos guardas que eles poderiam efetuar disparos, pois ele não iria acatar as instruções. Diante da resistência e do risco apresentado pela conduta do suspeito, os guardas informaram que foi necessário o uso progressivo e proporcional da força para imobilizá-lo e realizar a algemagem. Após ser contido, o homem foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para a realização de exames cautelares.
Posteriormente, o indiciado foi apresentado no Plantão Policial de Barretos para a deliberação da autoridade de polícia judiciária. Na unidade policial, verificou-se que o conduzido e a vítima apresentavam versões conflitantes sobre o desenrolar dos fatos. Além disso, os guardas relataram que não presenciaram a suposta infração penal, tendo chegado ao local apenas após o evento inicial.
MEDIDAS PROTETIVAS E INVESTIGAÇÃO
Diante da ausência de elementos informativos que autorizassem o reconhecimento da situação de flagrância no momento do registro, a prisão em flagrante não foi ratificada pela autoridade policial. O caso foi registrado como ameaça, conforme o artigo 147 do Código Penal, e o investigado foi liberado para que a apuração dos fatos prossiga de forma aprofundada.
Mesmo com a liberação, a Polícia Civil determinou a lavratura do registro com pedido de medidas protetivas de urgência para a vítima, com base na Lei Maria da Penha. Os autos foram encaminhados à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para a adoção das medidas cabíveis. A vítima foi devidamente orientada sobre o prazo de seis meses para oferecer representação criminal contra o investigado.
Comentários
Os comentários não representam a opinião do iFolha; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Você deve se logar no site para enviar um comentário. Clique aqui e faça o login!
Ainda não tem nenhum comentário para esse post. Seja o primeiro a comentar!






