26 de dezembro | 2025

Homem desafia guardas municipais a atirarem durante chamado de violência doméstica no Campo Belo

Compartilhe:

Suspeito foi imobilizado após resistir à abordagem em residência de Olímpia; Polícia Civil solicitou medidas protetivas urgentes para a vítima.

A Guarda Municipal de Olímpia atendeu, na noite do último domingo (21), uma ocorrência de ameaça no bairro Campo Belo. Os guardas realizavam patrulhamento de rotina quando foram acionados para averiguar um possível caso de violência doméstica na Rua Ângelo Santin. Ao chegarem ao endereço indicado, os agentes ouviram a vítima, Andreia CA, pedindo socorro de dentro do imóvel.

No quintal da residência, os guardas visualizaram Adão MS. O portão da casa estava aberto, e a equipe deu ordem para que o homem levantasse a camiseta e mantivesse as mãos erguidas para a realização da abordagem de segurança. O indivíduo, no entanto, recusou-se a obedecer às ordens legais dos agentes públicos.

RESISTÊNCIA E USO DE FORÇA

Durante a recusa, Adão afirmou aos guardas que eles poderiam efetuar disparos, pois ele não iria acatar as instruções. Diante da resistência e do risco apresentado pela conduta do suspeito, os guardas informaram que foi necessário o uso progressivo e proporcional da força para imobilizá-lo e realizar a algemagem. Após ser contido, o homem foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para a realização de exames cautelares.

Posteriormente, o indiciado foi apresentado no Plantão Policial de Barretos para a deliberação da autoridade de polícia judiciária. Na unidade policial, verificou-se que o conduzido e a vítima apresentavam versões conflitantes sobre o desenrolar dos fatos. Além disso, os guardas relataram que não presenciaram a suposta infração penal, tendo chegado ao local apenas após o evento inicial.

MEDIDAS PROTETIVAS E INVESTIGAÇÃO

Diante da ausência de elementos informativos que autorizassem o reconhecimento da situação de flagrância no momento do registro, a prisão em flagrante não foi ratificada pela autoridade policial. O caso foi registrado como ameaça, conforme o artigo 147 do Código Penal, e o investigado foi liberado para que a apuração dos fatos prossiga de forma aprofundada.

Mesmo com a liberação, a Polícia Civil determinou a lavratura do registro com pedido de medidas protetivas de urgência para a vítima, com base na Lei Maria da Penha. Os autos foram encaminhados à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para a adoção das medidas cabíveis. A vítima foi devidamente orientada sobre o prazo de seis meses para oferecer representação criminal contra o investigado.

Compartilhe:

Comentários

Os comentários não representam a opinião do iFolha; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Você deve se logar no site para enviar um comentário. Clique aqui e faça o login!

Ainda não tem nenhum comentário para esse post. Seja o primeiro a comentar!

Mais lidas