07 de outubro | 2026

Homem morre após contenção para internação em clínica de Olímpia

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Família afirma que três funcionários usaram força para retirar A.G., de 47 anos, de casa para internação por dependência química. Clínica relata que ele passou mal durante o transporte. Polícia registrou o caso como morte suspeita, sem causa aparente definida.

Um homem de 47 anos morreu na madrugada de quarta-feira, 7, após ser retirado de casa para uma internação em uma clínica de recuperação de Olímpia. O caso foi registrado no Plantão Policial de Barretos como morte suspeita, e as circunstâncias deverão ser investigadas.

A vítima, identificada pelas iniciais A.G., morava em São José do Rio Preto e, segundo sua irmã, era usuária de drogas, principalmente crack. A família havia acertado sua internação em uma clínica, em Olímpia, sem ordem judicial.

Segundo a irmã de A.G., três homens que se apresentaram como funcionários da clínica foram até a residência para buscá-lo. Durante a retirada, teria ocorrido resistência.

A mulher afirmou à polícia que um dos funcionários usou de força para fazer a contenção. A irmã e a filha de A.G. teriam questionado a forma como ele estava sendo imobilizado.

Conforme o relato, os funcionários disseram naquele momento que aquele seria um procedimento utilizado quando a pessoa oferece resistência à internação.

HOMEM SAIU DE CASA POR VOLTA DAS 22H30

A.G. teria sido retirado da residência por volta das 22h30. Segundo a família, ele saiu vestido com bermuda e camiseta.

Por volta das 23h45, familiares receberam uma ligação da clínica informando que ele havia passado mal e estava na UPA de Olímpia.

A irmã afirmou que, ao chegar à unidade, encontrou A.G. apenas de cueca, embora ele tivesse saído de casa vestido.

VÍTIMA CHEGOU SEM SINAIS VITAIS

Conforme registrado no boletim, A.G. chegou à UPA inconsciente e sem sinais vitais.

Foram realizadas manobras de reanimação cardiopulmonar, mas não houve resposta. O óbito foi constatado na unidade.

O corpo foi encaminhado para exame que deverá ajudar a esclarecer a causa da morte.

CLÍNICA APRESENTOU SUA VERSÃO

Depois do registro inicial, representantes da clínica compareceram ao plantão policial e apresentaram informações sobre o ocorrido.

Segundo essa versão, a família havia procurado a instituição para providenciar a internação de A.G. e três funcionários foram enviados à residência para buscá-lo.

Os responsáveis afirmaram que o homem passou mal durante o trajeto até Olímpia, perdeu os sentidos e precisou receber atendimento.

BO CITA AMITRIPTILINA ANTES DA REMOÇÃO

Uma das responsáveis pela clínica disse ter tomado conhecimento de que familiares teriam dado medicamentos a A.G. antes de sua retirada da residência, na tentativa de acalmá-lo.

Segundo o relato registrado, teriam sido administrados três comprimidos de 25 mg de amitriptilina. Essa informação consta como versão apresentada à polícia e deverá ser considerada na investigação e nos exames.

A clínica afirmou ainda que, depois que A.G. passou mal dentro do veículo, a equipe procurou uma enfermeira ligada ao estabelecimento. Ao verificar que ele estava sem pulso, ela teria orientado que fosse levado imediatamente para atendimento hospitalar.

O boletim não estabelece que a contenção, eventual medicação ou qualquer outro fator tenha causado a morte.

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