11 de agosto | 2019
Lei Maria da Penha: Advogada diz que ainda tem mulher que morre com a medida protetiva no bolso

Para a advogada, a Lei Maria da Penha foi um divisor de água para proteger a mulher da violência doméstica, mas ainda há uma discriminação muito grande e a lei tem que ser bem aprimorada porque “muitas mulheres ainda morrem com a medida protetiva no bolso”.
Ela acredita que um fato positivo, atualmente, é o de a própria delegada poder dar a medida protetiva, dependendo do caso. Isso possibilita que a mulher saia com a medida da própria delegacia. Mas ainda há muita coisa para fazer.
“Falta melhorar a estrutura no sentido de que a mulher tem que se sentir protegida e muitos casos, principalmente em lugares de baixa renda, isso não ocorre. Tem até lei que prevê que em área onde existe mulher com medida protetiva o policiamento tem que ser dobrado. Ainda assim tem que achar meios para garantir essa segurança”, afirmou.
Cristiane entende que a situação em Olímpia é preocupante, pois tem notado que ao invés de diminuir os casos de violência vem aumentando. “O cidadão acha que a violência doméstica é apenas física e ela não é. Pois existe a violência física, psicológica, patrimonial, moral e sexual. A pessoa pode ser marido, pode ser o que for, não tem o direito de violar a intimidade da mulher”, enfatizou.
E acrescentou: “Hoje, existem casos de pessoas que não chegam a agressão física, mas são violentos por tentarem dominar a intimidade da mulher.
Cristiane Navarro conclui discutindo um ponto polêmico. “A Lei Maria da Penha protege a mulher, ponto. O homem que é agredido, também tem os direitos dele: é o código penal. Na verdade a lei Maria da Penha existe porque a mulher Maria da Penha ficou paraplégica por agressão do marido”.
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