02 de março | 2025

Maioria apoia escolas cívico-militares em Olímpia, mas debate aquece redes

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EDUCAÇÃO OU REPRESSÃO ESCOLAR!
75% dos internautas aprovam implantação de escolas cívico-militares em Olímpia. Pais e professores debatem impactos da mudança, enquanto votação se aproxima.


A possível transformação das escolas estaduais Anita Costa e Wilquem Manoel Neves em unidades cívico-militares gerou debate entre pais, professores e moradores de Olímpia. O tema mobilizou cerca de 100 comentários nas páginas da Folha da Região e do iFolha, refletindo uma divisão de opiniões sobre os benefícios e desafios desse modelo educacional.

A análise dos comentários revelou que aproximadamente 75% dos participantes se mostraram favoráveis à mudança, destacando a disciplina e o combate à violência nas escolas como pontos positivos. Por outro lado, 25% dos comentários foram contrários, expressando preocupações com o impacto no aprendizado, a limitação da autonomia dos alunos e a falta de evidências de que o modelo traga melhores resultados educacionais.

APOIO SE BASEIA
NA DISCIPLINA E NA SEGURANÇA

Entre os comentários favoráveis, muitos apontaram que a presença de militares nas escolas pode garantir mais disciplina e um ambiente de aprendizado mais seguro para alunos e professores. “Diante do fracasso da educação no Brasil, não há como discordar. Está provado o sucesso dos alunos formados nessas escolas”, afirmou Wilson Emílio da Silva.

Outro aspecto citado foi a proteção aos professores, que muitas vezes enfrentam situações de violência no ambiente escolar. “Desta forma, professores não deixarão de fazer o que gostam por serem agredidos, igual aconteceu recentemente na cidade”, comentou Juninho Carvalho.

Pais e avós também manifestaram entusiasmo com a possibilidade de implementação do modelo. “SENSACIONAL! Gostaria que meus netos frequentassem”, escreveu Aparecido Alberto Zanirato. “Que Deus realize esse projeto. Muito bom, ou melhor, ótimo!”, acrescentou Mario José Salmazzo Marinho.

CRÍTICOS QUESTIONAM
MÉTODO E RESULTADOS

Os comentários contrários ao modelo cívico-militar trouxeram preocupações sobre seus efeitos no desenvolvimento dos estudantes. “Escola é lugar de aprendizado, respeito e valorização dos mestres. Militares jamais darão espaço e valorização aos professores, justamente porque eles não apreciam conhecimento e informação”, criticou Tati Martins.

Outros argumentaram que o modelo não traz melhorias comprovadas no desempenho acadêmico dos alunos. “Os resultados do Enem provam o fracasso das escolas cívico-militares. Nenhuma das 60 redações nota mil veio de escolas militares”, apontou Rogério Dias, citando dados do Inep.

Além disso, houve relatos de experiências negativas em unidades que já adotaram esse sistema. “Tenho uma prima que, com 12 anos, foi assediada sexualmente por um militar na escola onde estudava”, denunciou Rubia Nara. “Lugar de militar é no quartel”, reforçou Diego Feitoza.

 

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