01 de fevereiro | 2026

Moradora de Olímpia está entre vítimas atingidas por raio durante a manifestação bolsonarista em Brasília

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Relatos de fé, discurso político e exposição ao perigo se misturam após descarga elétrica atingir dezenas de participantes de ato organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira, deixando quase 90 pessoas feridas, algumas em estado grave.

Uma moradora de Olímpia está entre as vítimas de uma descarga elétrica que atingiu um grupo de manifestantes bolsonaristas reunidos em Brasília no domingo, 25, durante um ato político organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL).

Lúcia Helena Canhada Lopes, de 58 anos, participava da manifestação quando um raio caiu sobre a concentração, provocando pânico, feridos e uma grande mobilização de equipes de resgate.

VÍTIMAS DA REGIÃO
E ATENDIMENTO MÉDICO
Lúcia estava acompanhada da amiga Maria Eli Silva, moradora de Jacareí, que foi socorrida em estado mais grave e precisou ser internada na UTI de um hospital de Taguatinga, no Distrito Federal.

Apesar do susto, Lúcia afirmou, em entrevista à Folha de S.Paulo, que encarou o episódio com resignação e discurso ideológico, minimizando o risco vivido durante o evento.

ATINGIDOS PELO RAIO
Segundo boletim divulgado pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal no fim do dia, 89 pessoas precisaram de atendimento após a descarga elétrica. Deste total, 47 foram hospitalizadas e 11 necessitaram de cuidados médicos de maior complexidade, evidenciando a gravidade do episódio.

O raio atingiu o grupo por volta das 13h, na Praça do Cruzeiro, cerca de uma hora após o início da concentração final da caminhada. A mobilização fazia parte de um percurso iniciado dias antes em Paracatu (MG) até Brasília, batizado de “Caminhada pela Paz” e integrado ao movimento “Acorda, Brasil”, ambos organizados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

VÍDEOS, POLÍTICA
E REPERCUSSÃO
Na quarta-feira, 28, Lúcia apareceu em um vídeo divulgado nas redes sociais ao lado da amiga hospitalizada, em uma chamada de vídeo com o deputado Nikolas Ferreira. Na gravação, o parlamentar classificou o ocorrido como um “milagre”, enquanto a moradora da região elogiou publicamente o trabalho do deputado.

O caso reacende o debate sobre a realização de atos de grande porte sem protocolos claros de segurança diante de condições climáticas adversas, além de expor como situações de risco extremo acabam sendo incorporadas ao discurso político e simbólico de movimentos organizados em torno de lideranças nacionais. (Fonte: Diário da Região)

 

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