06 de julho | 2025

Morre aos 72 anos delegado condenado por estuprar a própria neta em hotel de Olímpia

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Ex-delegado de Itu foi condenado pelo TJ-SP em 2017 por crime ocorrido em Olímpia; Moacir Rodrigues de Mendonça morreu de câncer em Porto Feliz

Da redação com TVTem – Morreu no último domingo (29) em Porto Feliz, no interior de São Paulo, o delegado aposentado Moacir Rodrigues de Mendonça, de 72 anos, condenado a 18 anos de prisão por estuprar a própria neta, então com 16 anos. O crime ocorreu em setembro de 2014, durante um final de semana em um hotel na cidade de Olímpia.

Conforme informações apuradas, Moacir morreu em decorrência de um câncer. Ele deixa três filhos e a esposa. O sepultamento foi realizado às 16h do domingo, no Cemitério Municipal Velho de Porto Feliz.

CONDENAÇÃO REVERTEU ABSOLVIÇÃO INICIAL

O delegado foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em abril de 2017, após decisão unânime que reverteu a sentença de primeira instância. Em maio de 2016, o juiz havia absolvido Mendonça, mas o Ministério Público recorreu da decisão.

Moacir era delegado assistente do 1º Distrito Policial de Itu e ficou preso por um ano e seis meses enquanto aguardava o julgamento do caso. Após a condenação, pôde recorrer da sentença em liberdade.

CRIME OCORREU DURANTE VIAGEM A OLÍMPIA

O abuso sexual aconteceu em setembro de 2014, quando o então delegado, na época com 62 anos, convidou a neta para passar um final de semana em um hotel em Olímpia. O convite partiu do próprio avô, que planejou a viagem.

Segundo o depoimento da vítima à TV TEM, já na primeira noite ela foi obrigada a ter relação sexual com o avô. “Ele me puxou pelo braço e me jogou na cama, eu fiquei muito assustada. Senti muito medo, porque nunca iria imaginar que ele ia fazer esse tipo de coisa”, relatou a jovem.

SEGUNDA TENTATIVA E AMEAÇAS

Na segunda noite, conforme o relato da adolescente, o avô tentou novamente o abuso, mas desta vez ela conseguiu se livrar. O delegado então passou a fazer ameaças para que a neta não contasse o ocorrido aos pais.

“No segundo dia ele tentou e eu o empurrei. Ele falou que queria se despedir de mim, porque no outro dia a gente ia embora. Fiquei entre a cama e a escrivaninha, encolhida. Ele comprou um celular para mim e falou que era para ficar entre eu e ele e que se eu falasse alguma coisa, ele ia falar que eu era louca”, contou a vítima.

REVELAÇÃO APÓS TENTATIVA DE SUICÍDIO

A mãe da adolescente confirmou que a filha somente revelou o abuso quando foi encontrada pela família trancada no quarto com uma arma. A jovem havia tentado suicídio, o que levou à descoberta do crime.

“Eu fiquei muito revoltada, me senti enganada. Eu tinha 38 anos, então fui enganada 38 anos porque uma pessoa não é assim de uma hora para outra, a pessoa quando tem esse costume, ela comete esse crime, não é a primeira vez que comete”, declarou a mãe da vítima.

INVESTIGAÇÃO E JULGAMENTO

A denúncia foi feita pela mãe da adolescente à corregedoria da Polícia Civil. Durante os depoimentos, o delegado negou ter mantido relação sexual com a neta, mas o juiz considerou Moacir culpado com base nas evidências apresentadas.

O caso gerou grande repercussão na época, especialmente por envolver um membro das forças policiais em crime contra vulnerável. A condenação a 18 anos de prisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça, que considerou procedentes as alegações do Ministério Público sobre a gravidade do delito e o abuso de confiança familiar.

 

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