03 de julho | 2013

Mulher que matou marido a marretadas vai responder processo em liberdade

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Pelo menos por enquanto, a dona de casa Maria Luíza Procópio Macharet, de 45 anos de idade, vai responder em liberdade por homicídio e ocultação de cadáver. Ela é acusada de matar o companheiro dela, Laercio Dias da Silva, 45 anos, e enterrá-lo no quintal da casa deles. A vítima foi morta com golpes de marreta na cabeça, na noite do domingo, dia 30, no bairro CDHU, em Severínia, mas o caso só veio à tona, na terça, dia 02, à tarde, após os vizinhos sentirem falta do homem.

De acordo com informações da Polícia Militar, o cadáver foi encontrado após denúncia anônima de vizinhos, que suspeitaram da ação da mulher. Em depoimento à polícia, testemunhas disseram que o casal brigava frequentemente e na madrugada de anteontem, depois de uma discussão, os vizinhos teriam ouvido o barulho de alguém cavando um buraco. Pela manhã, os denunciantes também viram cimento fresco no local e roupas da vítima espalhadas pelo quintal.

Diante dessas informações, policiais foram até a casa, por volta das 14 horas da terça-feira (2), que fica na Rua João Russo, número 110. Na residência, Maria Luíza autorizou a entrada dos policiais.

Durante buscas, eles constataram o cimento fresco apontado pelos denunciantes. Após tirar um pouco de terra, os policiais encontraram o corpo de Laercio, que apresentava ferimentos na cabeça. A marreta utilizada no crime também foi achada na casa.

Segundo a PM, Maria Luíza acabou confessando a autoria do homicídio. A princípio, ela disse que desconhecia o desaparecimento do marido, mas acabou tentando justificar o crime, afirmando que havia agido em legítima defesa.

Em depoimento à polícia, a mulher disse que apanhava do companheiro havia algum tempo, e na noite de domingo ele a teria ameaçado de morte com um facão. Com uma marreta, ela acertou por três vezes a cabeça da vítima. Ela enterrou o corpo e esperou o comércio abrir para comprar o cimento e concretar a vala.

A Polícia Civil vai investigar se houve o envolvimento de mais pessoas no crime. Ela não foi presa, pois a polícia acredita que tenha agido em legítima e não houve flagrante. O corpo de Laércio foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Barretos. O casal não tinha filhos.

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