25 de junho | 2023
Nordeste chega ao 59º Fefol com grupo Parafusos e sete estados representados
RESPIRANDO FOLCLORE!
Faltando pouco mais de um mês para o Fefol, grupos estão acertados e preparativos ultimados. Além do grupo Parafusos que é o homenageado do ano, outros dois virão da cidade de Lagarto, Sergipe.

É de lá que vem o homenageado da edição. O Grupo Folclórico Parafusos, de Lagarto – Sergipe, abrilhanta o cartaz da festa em 2023. Reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial de Sergipe, tem mais de 125 anos de história e é o único grupo do gênero existente no Brasil.
Fundado por Padre José Saraiva Salomão, representam a tradição da época dos engenhos, em que os escravos furtavam as anáguas das sinhazinhas bordadas com rendas francesas e, utilizando-as cobrindo até o pescoço, fugiam à noite em busca de produtos e alimentos. Assim vestidos saíam pelas estradas, dando pulos e fazendo assombração. Com a abolição, a mística acabou, mas ficou a brincadeira, história real dos escravos, retratada pelo grupo folclórico que hoje sai para divertir o público.
TAIEIRAS
Também da cidade de Lagarto, o grupo homenageado vem acompanhado das Taieiras e da Banda de Pífanos. As Taieiras são grupos formados em sua maioria por mulheres que cantam e dançam em devoção a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. A mais remota notícia das Taieirias é do século XVIII, na Bahia. No entanto, somente um século depois, em meados de 1880 é que sergipano Sílvio Romero, de Lagarto, foi encontrar mais informações a respeito do folguedo, nas festanças matrimoniais da futura D. Maria I, conhecendo a origem da dança, sua filiação, as tradições.
As pesquisas confirmam que outrora, quando as sinhás brancas viviam enclausuradas nas casas grandes e nos sobrados patriarcais, os negros e mulatos das Taieiras desfrutavam o privilégio de cantar, dançar e divertir-se nas praças das igrejas e no meio das ruas. Os personagens masculinos que participam resultam na incorporação dos reis dos congos. É composto de um grupo de jogadores de espadas, mulatos, que disputavam tirar a coroa do rei e das rainhas e outros defendiam.
BANDA DE PÍFANOS
Já a Banda de Pífanos (Terno de Zabumba) surgiu da crença que os moradores tinham em santos que escolhiam para serem devotos e a quem confiavam que seus pedidos fossem realizados. Assim, no dia de cada santo, reuniam familiares e vizinhos para homenageá-los, improvisando caixa, tambor e gaita para alegrar a festa e, nove dias antes, começavam o novenário e, entre os cantos e louvores, eles agradeciam as bençãos recebidas e pediam proteção para um ano bom, inclusive na lavoura. Costumes que passaram de geração em geração se mantêm até os tempos de hoje, mesmo que mais modernos, sem perder a identidade.
BATALHÃO DE BACAMARTEIROS

Assim, desde então, o grupo exibe a riqueza da cultura africana disseminada por aquela região, que é uma marca inconfundível da cultura de Carmópolis. Se apresenta nas festas juninas, embelezando o município com a alegria das roupas, com o barulho dos tiros e a graciosidade da dança e dos repentes. Nas ruas, o colorido especial das bandeirinhas, balões e fogueiras enfeitam a cidade nas festividades juninas, onde acontece o ritual do Pisa Pólvora para comemorar os Santos do mês.
Para fabricar a pólvora, é utilizado o carvão produzido a partir da umbaúba, cachaça e enxofre. Atualmente, o Batalhão de Bacamarteiros possui 60 integrantes, entre homens, mulheres e crianças. Os instrumentos musicais são fabricados com a madeira do jenipapo, couro de animais e sementes. A musicalidade e o ritmo contagiante encantam todos que assistem às apresentações do grupo pelo país.
PERNAMBUCO

O nome “papanguarte” vem da união das duas palavras: papangu (mascarados que saem pela cidade no período carnavalesco) e arte. Na época de Carnaval, os mascarados saboreiam a deliciosa comida típica do nordeste: o angu, surgindo assim, a figura folclórica papangu. Umas das características da agremiação é que seus bailarinos dançam mascarados como forma de resgatar, preservar e valorizar a cultura do papangu – símbolo máximo do carnaval de Bezerros.
CEARÁ

MARANHÃO

RIO GRANDE DO NORTE

PARAÍBA
Da capital paraibana, João Pessoa, Olímpia recebe pela primeira vez o Grupo EITA de Projeções Folclóricas, criado em 2009 com o objetivo de incentivar a pesquisa e o aprofundamento sobre as danças populares da Paraíba, elevando ainda mais o pensamento artístico do povo e fortalecendo as raízes culturais. O nome “EITA” foi escolhido por vir de uma forte expressão popular presente no vocabulário dos paraibanos e nordestinos de um modo geral. O quadro de danças do grupo é composto por diversas manifestações populares, como Boi de reis, Xaxado da Paraíba, Cocos de roda, dentre outros.
ALAGOAS
Por fim, selando a participação do Nordeste, outra presença inédita que abrilhantará o 59º Festival do Folclore de Olímpia é o grupo alagoano de Coco de Roda “Reviver”, de Maceió – AL. Criado em 2000, o objetivo do grupo é manter viva uma tradição, bem como atuar no desenvolvimento social, auxiliando na formação dos jovens. O nome “Reviver” é uma homenagem a um componente que faleceu, como forma de mantê-lo vivo na memória.
O coco de roda é uma manifestação que tem papel fundamental na formação histórica-cultural da identidade brasileira, especialmente a nordestina e foi oficializado como um dos Patrimônios Culturais e Imateriais da Paraíba. O Grupo Reviver é ainda o atual campeão alagoano (2022) de Coco de Roda, uma dança com influência africana e indígena, executada em pares, fileiras ou rodas durantes as festividades juninas do nordeste. O som característico do coco vem de quatro instrumentos (ganzá, surdo, pandeiro e triângulo), além dos tamancos de madeira e da cadência das palmas.
O EVENTO
O 59º Festival do Folclore de Olímpia é uma realização da Prefeitura, por meio da secretaria de Turismo e Cultura, com apoio do projeto do Governo do Estado, ProAC, da Associação Olímpia para Todos, apoio institucional da TV Tem e do Portal Temmais.com e patrocínio de empresas olimpienses. A entrada é gratuita e a programação completa será divulgada em breve nos canais oficiais.
Comentários
Os comentários não representam a opinião do iFolha; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Você deve se logar no site para enviar um comentário. Clique aqui e faça o login!
Ainda não tem nenhum comentário para esse post. Seja o primeiro a comentar!










