11 de agosto | 2025
Olímpia encerra 61º Festival do Folclore com 160 mil pessoas e anuncia Rio de Janeiro como homenageado de 2026
Nove dias de programação reuniram 61 grupos de 20 estados, mais de 120 apresentações e alcance digital recorde; próxima edição será de 1º a 9 de agosto de 2026





Ao longo dos nove dias, o evento realizou programação gratuita diurna e noturna, somando mais de 120 apresentações no palco principal e atividades espalhadas pela cidade.
ABERTURA MOBILIZOU 30 MIL PESSOAS
A noite de maior público foi a abertura, no sábado (2), quando cerca de 30 mil pessoas acompanharam o espetáculo no Recinto. O encerramento manteve a arena lotada e selou a edição que consolidou, mais uma vez, Olímpia como referência nacional do folclore.
O espetáculo de abertura foi preparado pela Secretaria de Educação e envolveu mais de 600 participantes, a maioria alunos da rede municipal, além de professores e grupos convidados. O enredo desenvolveu o tema “Raízes que nos Conectam”, destacando as origens culturais que sustentam a tradição popular brasileira.
A apresentação referenciou o Maranhão, estado homenageado em 2025, com menções aos Lençóis Maranhenses, ao Centro Histórico de São Luís, à Serpente Encantada, aos Cazumbás e aos sotaques do Bumba Meu Boi do Maranhão, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco.
FESTIVAL TOMOU RUAS,
ESCOLAS E PARQUES
Além do palco, o Fefol ultrapassou os limites do Recinto com peregrinações por ruas do centro comercial, apresentações em espaços públicos e empresas, intervenções nos parques aquáticos e ações em todas as escolas municipais, incluindo os distritos de Ribeiro dos Santos e Baguaçu.
Participaram 61 grupos folclóricos e parafolclóricos vindos de 20 estados, reunindo cerca de 2 mil artistas entre dançarinos e músicos. O Acre integrou o festival pela primeira vez em 61 anos, e 17 grupos estrearam nesta edição, compondo um painel amplo de ritmos, cores e manifestações populares.
EDUCAÇÃO ENVOLVEU
19 ESCOLAS E 550 ALUNOS
As atividades pedagógicas incluíram brincadeiras tradicionais, vivências culturais, oficinas e o Minifestival, com participação de 18 escolas municipais e uma particular, além de oito grupos visitantes, distribuídos em cinco dias. O balanço aponta envolvimento direto de 550 alunos e artistas.
O público do eixo educativo superou 3 mil pessoas e contou com caravanas de escolas de 10 cidades, reforçando o caráter formativo do evento e o diálogo entre a sala de aula e as expressões da cultura popular.
COBERTURA NACIONAL
E PRESENÇAS INSTITUCIONAIS
A edição de 2025 teve ampla cobertura da imprensa local, regional e nacional, ampliando a visibilidade do festival. No campo institucional, o Recinto recebeu a visita inédita do vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, além de secretários de Estado, deputados federais e estaduais e da secretária de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.
As agendas ocorreram durante a programação noturna e em atividades paralelas, aproximando gestores públicos e representantes culturais dos grupos participantes e da organização do evento.
ANÚNCIO DO RIO DE JANEIRO
E DATAS DE 2026
No encerramento, o prefeito Geninho Zuliani agradeceu às equipes e aos grupos e confirmou o homenageado da próxima edição. “Não tenho outra palavra para encerrar esse festival, nesse momento tão importante, do que agradecer… Temos uma gratidão enorme pela participação do Maranhão, que foi o estado homenageado esse ano e, no ano que vem, nós vamos homenagear o Rio de Janeiro. Assim, declaro encerrado o Festival do Folclore de 2025. Muito obrigado e até o ano que vem”, afirmou.
A 62ª edição já tem data definida: será de 1º a 9 de agosto de 2026, celebrando o Jubileu de Alecrim, com o estado do Rio de Janeiro como homenageado.
DESFILE E RELATOS DOS GRUPOS
O último dia teve desfile pela Avenida Aurora Forti Neves, com grupos de diferentes regiões. O Jaboti Bumbá, do Acre, estreante no Fefol, integrou o cortejo. “É uma experiência bem diferente e muito boa. Porque esse frio é diferente lá da nossa terra… Cultura popular é força, alegria, boa vontade e resistência”, disse Cícero de Faria Franca, mestre do grupo.
Para Flávio da Silva, presidente do Congos de Oeiras (PI), o encontro é uma troca que reúne o país. “Aqui, a gente traz experiência, mas leva mais do que a gente traz. O Brasil está todo aqui.”
Siliane Lima, presidente do Bumba Meu Boi de Matraca do Maiobão (MA), destacou a primeira participação: “Estamos encantados… Para nós, que somos do Maranhão, é motivo de alegria ver nossa tradição aqui representada.”
Entre o público, a aposentada Georgina Narcizo resumiu a sensação: “É uma mistura de culturas. Cada ano melhora mais.”
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