03 de novembro | 2025
Olímpia já perdeu a metade dos bancos em uma década
RETRAÇÃO E SOFRIMENTO!
Número de trabalhadores caiu de 400 para 80; pressão por metas e cortes intensificam transtornos psicológicos.

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Bancários de Rio Preto e Região, Hilário Ruiz, responsável pela subsede em Olímpia, a diminuição das agências acompanha a tendência nacional de digitalização, mas traz consequências humanas graves. Ele explica que a redução no número de bancários e a cobrança excessiva por metas criam um ambiente de trabalho insustentável, afetando a saúde psicológica de quem permanece no sistema.
PRESSÃO E SOBRECARGA
“Certamente isso está ligado à redução do número de bancários nas agências e à cobrança por metas. A pressão psicológica que o bancário recebe tem causado muito afastamento por adoecimento”, relatou Ruiz ao Diário. Ele destacou que a sobrecarga é agravada pela falta de pessoal e pelo ritmo imposto pelas novas metas digitais.
Além disso, a substituição do atendimento humano pelos canais virtuais tem deixado uma parcela da população desassistida.
CENÁRIO ESTADUAL REPETE TENDÊNCIA
O que ocorre em Olímpia é reflexo de uma realidade mais ampla. De acordo com dados do Banco Central, o Estado de São Paulo registrou o maior número de fechamentos de agências no país: 2.737 unidades encerradas nos últimos dez anos.
Para o economista Hipólito Martins Filho, a digitalização, embora inevitável, tem ampliado desigualdades e precarizado o trabalho bancário. “Muitos não têm acesso a computadores ou celulares e precisam da agência para resolver problemas pessoalmente. Onde havia cinco funcionários, agora há dois”, observou.
SINDICATO COBRA RESPONSABILIDADE SOCIAL
Diante do quadro de precarização, o Sindicato dos Bancários de Rio Preto e Região tem intensificado campanhas, protestos e ações de diálogo com as instituições financeiras. A meta é evitar o fechamento de mais agências e garantir condições dignas de trabalho aos bancários.
“O sindicato é contra o fechamento em massa e atua com manifestações e diálogo para garantir melhores condições aos trabalhadores”, reforçou Hilário Ruiz. Para ele, é fundamental que as instituições financeiras conciliem inovação com responsabilidade social. “Os bancos precisam prestar um serviço com respeito à sociedade e aos trabalhadores”, concluiu.
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