30 de março | 2026
Olimpiense Paulo Porto morre aos 72 anos e deixa legado de décadas no rádio do interior
José Paulo Pereira Porto morreu nesta quinta-feira (26), em São José do Rio Preto, após internação na Santa Casa; natural de Olímpia, iniciou no rádio em 1975, passou por diversas emissoras, atuou também na televisão e chegou a trabalhar como correspondente nacional com experiências internacionais.
O radialista José Paulo Pereira Porto, conhecido como Paulo Porto, morreu na quinta-feira, 26, aos 72 anos, em São José do Rio Preto. Ele estava internado e intubado na Santa Casa de Misericórdia da cidade, e o óbito foi confirmado no início da tarde. A causa da morte não havia sido oficialmente divulgada até o fechamento desta edição.
O velório aconteceu na sexta-feira, 27, a partir das 8h, nas Capelas Prever, em São José do Rio Preto, com sepultamento no mesmo dia, às 17h, no Cemitério Municipal de Olímpia, cidade onde nasceu e deu os primeiros passos na carreira.
INÍCIO EM OLÍMPIA E PRIMEIROS MICROFONES
Natural de Olímpia, nascido em 27 de agosto de 1953, Paulo Porto iniciou sua trajetória no rádio em 1975, na Rádio Difusora de Olímpia. Foi lançado pelo então gerente da emissora, Silvio Roberto Mathias Neto, começando como plantonista nas jornadas esportivas e também atuando em programas musicais.
Seu ingresso na narração esportiva ocorreu de forma gradual, até assumir a função e posteriormente a direção da equipe de esportes da emissora. O primeiro jogo narrado foi entre Olímpia e Guairense, no estádio Teresa Breda, em uma experiência inicial que marcou o início de uma carreira que se estenderia por décadas.
Antes disso, o próprio radialista relatou que tentou carreira no futebol, chegando a atuar na chamada divisão intermediária. Ao perceber que não seguiria como atleta profissional, direcionou sua vida para o rádio, mantendo ainda vínculo com o futebol amador da região.
MUDANÇA PARA RIO PRETO
E CONSOLIDAÇÃO PROFISSIONAL
Em 1978, Paulo Porto se transferiu para São José do Rio Preto, onde passou a trabalhar na Rádio Independência AM, convidado pelo jornalista e diretor Alberto Seconi. Na emissora, atuou como setorista do América Futebol Clube, acompanhando o dia a dia de treinos, além de narrar partidas do Rio Preto Esporte Clube.
Na sequência, em 1980, trabalhou por cerca de dois anos na Rádio Cultura de Ribeirão Preto. Depois, retornou ao eixo Rio Preto, onde consolidou sua atuação no rádio esportivo regional, passando por diversas emissoras ao longo dos anos.
Entre elas, destacam-se as rádios Anchieta, Brasil Novo, Metrópole e Centro América, sempre ligado à cobertura esportiva, com foco no futebol profissional e também no amador, atividade constante no interior paulista.
TRABALHO COMO CORRESPONDENTE
E EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL
Um dos pontos marcantes de sua trajetória foi a atuação como freelancer e correspondente da Rádio Bandeirantes de São Paulo, onde participou diariamente de programas e ampliou sua atuação para além do rádio local.
Nesse período, teve a oportunidade de viajar e acompanhar eventos esportivos fora do Brasil, relatando experiências em cerca de 15 países e participando de coberturas internacionais, incluindo eventos envolvendo grandes nomes do futebol mundial, como partidas festivas com a presença de Pelé.
Essas experiências ampliaram seu repertório profissional, embora, segundo relatos do próprio radialista, a rotina fosse marcada por deslocamentos constantes, trabalho intenso e pouca visibilidade fora do meio.
PASSAGEM PELA TELEVISÃO
E MULTIPLICIDADE DE FUNÇÕES
Além do rádio, Paulo Porto também atuou na televisão, trabalhando por aproximadamente oito anos em emissoras de São José do Rio Preto, além de passagem pela TV Record Rio Preto.
Na TV, participou tanto de transmissões esportivas quanto de programas jornalísticos, consolidando uma atuação multifacetada dentro da comunicação regional.
FASE FINAL NA INTERATIVA FM
E ENCERRAMENTO DE CICLO
Desde 2009, ocupava a função de diretor da equipe de esportes da Rádio Interativa FM 104,3, emissora ligada à Fundação MaterEcclesiae, em São José do Rio Preto. No local, comandou transmissões de jogos do América, do Rio Preto e do futebol amador da cidade.
Segundo registros recentes, ele permaneceu na função até 2025. Atualmente, a emissora não realiza mais transmissões esportivas, o que marcou também o encerramento de uma fase importante de sua carreira.
RECONHECIMENTO E REPERCUSSÃO ENTRE COLEGAS
A morte de Paulo Porto repercutiu entre profissionais do rádio esportivo da região. O comentarista Cássio de Marco, que trabalhou com ele, destacou a experiência acumulada e o vínculo com a profissão.
Segundo ele, Porto era um profissional dedicado, com longa vivência no meio e identificado com o rádio esportivo, especialmente no contexto regional, onde a rotina envolve cobertura diária, deslocamentos e improvisos constantes.
DESPEDIDA ENTRE DUAS CIDADES
E LEGADO PROFISSIONAL
A despedida do radialista ocorreu entre duas cidades que definiram sua trajetória: São José do Rio Preto, onde construiu a maior parte da carreira, e Olímpia, onde nasceu e iniciou no rádio e foi enterrado.
Com uma trajetória iniciada ainda na década de 1970 e marcada por passagens por diversas emissoras, atuação em rádio e televisão e experiências internacionais, Paulo Porto deixa um percurso ligado diretamente ao desenvolvimento do rádio esportivo no interior paulista.
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