30 de março | 2025
Pimenta manda sindicalista calar a boca e ataca servidora na plateia
TENSÃO, GRITOS E INTOLERÂNCIA!
Sessão da Câmara termina em confusão após discurso agressivo de vereador.Vereador se exaltou durante sessão de votação do reajuste dos servidores e proferiu frases ofensivas contra o presidente do sindicato, servidores públicos e manifestantes. Sessão precisou ser suspensa duas vezes por causa do tumulto.


O ponto mais crítico da noite ocorreu durante o discurso do vereador Gustavo Pimenta (União Brasil), líder do governo. Ao ser interrompido pelo presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Jesus Buzzo, Pimenta reagiu com irritação e afirmou em voz alta: “Senhor, fique quieto que eu tô falando!”. A frase foi repetida três vezes de forma agressiva, provocando vaias e indignação da plateia.
SERVIDORA TAMBÉM
FOI ATINGIDA PELAS OFENSAS
Pouco depois, Pimenta voltou-se contra uma mulher que protestava da galeria e disparou: “A senhora fica quieta também. Dá licença!”. O tom autoritário e agressivo gerou um coro de vaias e palavras de ordem no plenário, obrigando o presidente da Câmara, Flávio Olmos, a suspender temporariamente a sessão.
Apesar da interrupção, ao retomar o uso da palavra, Gustavo Pimenta manteve a postura agressiva e desferiu outras frases consideradas ofensivas pelos manifestantes.
DISCURSO ESCALOU
PARA NOVAS OFENSAS E IRONIAS
Durante o restante de sua fala, Pimenta subiu ainda mais o tom e atacou diretamente os servidores presentes. Em trechos do discurso, ele afirmou:
“Vocês não sabem nem reivindicar!”
“Vieram na pressão, mas sem argumento!”
“Vocês são muito bons pra reclamar na internet!”
“Faz um piquete na frente da minha casa!”
“Vocês estão acostumados a levar bala do Executivo, aqui não!”
As declarações causaram revolta e aumentaram o clima de hostilidade. Muitos servidores reagiram com gritos de “vergonha”, “falta de respeito” e “decoro”.
CLIMA SE AGRAVOU
E SESSÃO PRECISOU
SER NOVAMENTE INTERROMPIDA
Diante do tumulto, o presidente da Câmara precisou suspender a sessão por mais cinco minutos para tentar restaurar a ordem. Mesmo após a retomada, o ambiente continuou tenso e o discurso de Pimenta repercutiu negativamente entre os presentes.
Vários servidores, incluindo professores e representantes de outras categorias, manifestaram indignação nas redes sociais, destacando que se sentiram humilhados e desrespeitados por um representante eleito para defendê-los.
ENTIDADES COBRAM PROVIDÊNCIAS
E CLASSIFICAM CONDUTA COMO QUEBRA DE DECORO
Após a sessão, o presidente do sindicato, Jesus Buzzo, afirmou que o comportamento do vereador ultrapassou todos os limites da civilidade e do respeito institucional. Em entrevista ao podcast Pod Pai e Filha, ele declarou: “Ele não ofendeu só a mim, ofendeu todos os servidores que estavam lá buscando seus direitos. E nós queríamos apenas que o projeto fosse tirado da pauta para dar tempo de prolongarmos o diálogo com o executivo”.
“A Câmara é a casa do povo, e nenhum vereador tem o direito de tratar o povo dessa forma. Nossa luta é legítima, pacífica e democrática. Não vamos nos calar diante de agressões”, declarou uma professora presente no plenário.
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