08 de agosto | 2026
Plano de saúde teria negado atendimento a idosa em crise convulsiva por falta da carteirinha original
Segundo boletim de ocorrência, mulher de 85 anos sofreu crise durante a madrugada e o Samu foi acionado. Família afirma que apresentou cópia da carteirinha e documentos, mas atendimento em pronto atendimento de um plano de saúde teria sido recusado; paciente acabou levada à UPA.

O caso aconteceu por volta das 4h30 de terça-feira (4). Segundo o boletim de ocorrência, a paciente, Lidia T. C., é acamada, reside em uma clínica de terceira idade e necessita de cuidados e atendimentos médicos permanentes.
IDOSA SOFREU CRISE CONVULSIVA
De acordo com o relato feito à polícia por um familiar, Lidia sofreu uma crise convulsiva durante a madrugada, tornando necessário o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Quando a equipe chegou à clínica, foi informada de que a paciente possuía plano de saúde. Por esse motivo, segundo o BO, ela foi encaminhada ao respectivo pronto atendimento.
RECEPÇÃO TERIA EXIGIDO CARTEIRINHA
Ao chegar à unidade, ainda conforme a versão apresentada pelo familiar à Polícia Civil, os recepcionistas solicitaram a apresentação da carteirinha do plano de saúde.
A acompanhante teria informado que possuía apenas uma cópia da carteirinha e dos demais documentos, pois a clínica onde a idosa reside não permitiria que os documentos originais permanecessem com os residentes.
ATENDIMENTO TERIA SIDO NEGADO
Segundo o familiar, mesmo diante do quadro apresentado pela paciente, o atendimento teria sido recusado em razão da ausência da carteirinha original do plano.
O boletim registra essa informação como relato do declarante. O documento policial não apresenta a versão da operador do plano de Saúde sobre o episódio.
SAMU LEVOU IDOSA PARA A UPA
Diante da situação e do estado de saúde da mulher, a equipe do Samu encaminhou a paciente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Olímpia.
Na unidade pública, segundo o BO, Lidia recebeu o atendimento médico necessário para estabilização e tratamento da crise convulsiva.
FAMÍLIA REGISTROU BO
O caso foi comunicado à Polícia Civil ainda na terça-feira. A ocorrência foi registrada inicialmente como fato de natureza não criminal, ficando os fatos sujeitos à análise da autoridade policial quanto à eventual existência de infração penal.
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