07 de dezembro | 2025
Polícia identifica grupo que enganava vítimas com cartazes e telefones falsos em bancos
Investigações rastrearam veículo usado pelos golpistas, analisaram imagens internas e externas das agências e apontaram atuação do grupo entre litoral, capital e interior paulista. Caso começou após vítima relatar fraude em banco de Olímpia.

O caso teve início após o registro do boletim de ocorrência LF8025-1/2025, quando uma vítima relatou ter sido induzida em erro no interior de uma agência em Olímpia ao seguir instruções fornecidas por telefone a partir de cartazes com números falsos de atendimento.
Segundo apurado, os golpistas orientavam as vítimas, a maioria idosos, a inserir seus cartões nos caixas eletrônicos e se afastar do local, permitindo que integrantes do grupo realizassem saques e outras operações sem o conhecimento do titular. A ação, planejada para ocorrer em poucos minutos, explorava a vulnerabilidade e a confiança das vítimas em ambientes bancários.
ATUAÇÃO ENTRE VÁRIAS CIDADES
As investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Olímpia identificaram que o grupo se deslocava com frequência entre Praia Grande, São Paulo, Guaíra e Barretos, demonstrando atuação organizada e estrutura com divisão de tarefas. Esse padrão chamou a atenção dos investigadores, que passaram a reconstruir os deslocamentos antes e após o golpe registrado na cidade.
A Polícia Civil realizou análise minuciosa de imagens internas e externas da agência envolvida, além de coletar documentos e mapear movimentos considerados suspeitos. O trabalho permitiu determinar que os suspeitos utilizavam um veículo VW T-Cross branco, locado em Praia Grande, que percorreu diversas cidades no mesmo período do crime.
RASTREAMENTO DO VEÍCULO
Com o rastreamento do automóvel, foi possível identificar deslocamentos até Bebedouro, onde ocorreu um dos saques biométricos atribuídos ao grupo. As imagens coletadas também registraram parte da movimentação de um dos autores, possibilitando sua identificação preliminar. A Polícia Civil mantém o nome sob sigilo, conforme a legislação, já que ainda não há condenação.
Os investigadores ressaltam que o uso de veículo locado e o trânsito rápido entre municípios apontam para uma atuação recorrente e previamente planejada, reforçando a suspeita de associação criminosa estruturada.
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