08 de dezembro | 2025

População de Olímpia já paga quase 10% a mais na água enquanto outras cidades terão reajuste menor só em janeiro

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Reajuste de 8,61% na tarifa de água e esgoto da Sabesp já está valendo neste mês em Olímpia, enquanto demais municípios atendidos pela empresa só terão aumento em janeiro e com índice inferior.

Os consumidores de Olímpia já estão pagando, neste mês de dezembro, quase 10% a mais na conta de água e esgoto. O reajuste autorizado para o município foi de 8,61% e entrou em vigor antes das demais cidades atendidas pela Sabesp no Estado de São Paulo, que só terão aumento a partir de janeiro de 2026 e com percentual menor.

O aumento foi confirmado pela Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (ARES-PCJ), responsável pela fiscalização e definição das tarifas no contrato de concessão firmado com a Sabesp em 2023.

REAJUSTE COMEÇOU ANTES EM OLÍMPIA

Enquanto Olímpia já sente o impacto no orçamento doméstico em dezembro, as demais cidades operadas pela Sabesp no Estado terão reajuste médio de cerca de 6,11%, com início previsto somente para janeiro. Na prática, isso significa que o consumidor olimpiense paga mais e começa a pagar antes.

Segundo a ARES-PCJ, o aumento aplicado em Olímpia resulta da soma de dois índices distintos: um reajuste inflacionário anual de 5,17%, calculado com base na inflação do período, e uma revisão tarifária de 3,27%, prevista contratualmente para recomposição do equilíbrio econômico-financeiro da concessão.

Somados, os percentuais resultaram no índice final de 8,61%, que incide sobre todas as categorias de consumo: residencial, comercial, industrial e pública.

CONTRATO PREVÊ AUMENTO AUTOMÁTICO

De acordo com a agência reguladora, o modelo de concessão firmado entre o município e a Sabesp prevê que os reajustes sejam automáticos, seguindo os critérios estabelecidos em contrato e regulamento. Nessa estrutura, a Prefeitura e a Câmara Municipal não têm competência legal para suspender, vetar ou alterar os índices definidos pela agência.

O assunto foi apresentado em audiência pública realizada na Câmara Municipal, quando a ARES-PCJ expôs os cálculos e explicou os fundamentos legais que embasaram o reajuste, ressaltando que o contrato impede interferência política direta nas tarifas.

IMPACTO NA CONTA DO CONSUMIDOR

Com o reajuste, uma família da categoria residencial normal, com consumo mínimo de até 10 metros cúbicos (10 mil litros) por mês, passou a pagar R$ 45,61 pela tarifa básica, conforme a nova tabela divulgada pela agência reguladora.

Já um consumo de 25 metros cúbicos (25 mil litros), por exemplo, gera uma fatura de R$ 183,66. A cobrança segue o modelo em cascata, no qual o valor aumenta progressivamente conforme o volume consumido.

 

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