02 de maio | 2026
Por que vacinação contra gripe e Covid perdeu força mesmo após a pandemia
SAÚDE EM ALERTA!
A percepção de risco diminui e contribui para queda na procura por vacinas em todo o país. Especialistas apontam que sensação de segurança, desinformação e mudança de hábitos explicam a baixa adesão às campanhas de imunização.
A baixa procura por vacinas, como a da gripe e até mesmo da Covid-19, tem sido observada em diversas cidades brasileiras, incluindo Olímpia, e não é um fenômeno isolado. Após o auge da pandemia, especialistas em saúde pública identificam uma mudança significativa no comportamento da população em relação à imunização.
Entre os principais fatores está a diminuição da percepção de risco. Com o fim das restrições mais rígidas e a queda nos casos graves de Covid-19, muitas pessoas passaram a encarar tanto o coronavírus quanto a gripe como doenças comuns, reduzindo a urgência em buscar a vacina.
QUEDA NA PERCEPÇÃO DE RISCO
ALTERA COMPORTAMENTO
Durante a pandemia, o medo foi um dos principais motivadores para a vacinação em massa. Com o passar do tempo, porém, esse sentimento deu lugar a uma falsa sensação de normalidade. A população, especialmente os mais jovens, passou a acreditar que não corre riscos significativos, o que impacta diretamente na adesão.
Outro fator importante é o chamado “cansaço pandêmico”. Após anos de campanhas intensas, medidas restritivas e grande exposição ao tema, parte da população simplesmente deixou de dar atenção às orientações de saúde, incluindo a vacinação.
DESINFORMAÇÃO
E FALTA DE CONFIANÇA PESAM
A circulação de informações falsas nas redes sociais também contribui para o cenário atual. Embora em menor intensidade do que no auge da pandemia, ainda há dúvidas e desconfianças sobre a eficácia e a segurança das vacinas, o que leva muitas pessoas a adiar ou evitar a imunização.
Além disso, há uma percepção equivocada de que a vacina da gripe é menos importante, por se tratar de uma doença considerada “leve”. Especialistas alertam que esse entendimento é perigoso, já que a influenza pode causar complicações graves, especialmente em idosos, crianças e pessoas com comorbidades.
MUDANÇAS NA ROTINA
E DIFICULDADE DE ACESSO
A rotina acelerada também é apontada como um obstáculo. Diferentemente da época da pandemia, quando havia campanhas amplamente divulgadas e postos extras de vacinação, atualmente muitos cidadãos não priorizam a ida às unidades de saúde.
Em alguns casos, horários incompatíveis, falta de informação sobre locais de vacinação e ausência de campanhas mais intensas de mobilização contribuem para a baixa cobertura.
RISCOS DE BAIXA COBERTURA VACINAL
Especialistas alertam que a queda na vacinação pode trazer consequências diretas, como aumento de casos graves, internações e até mortes evitáveis. A baixa cobertura também compromete a chamada imunidade coletiva, facilitando a circulação dos vírus.
No caso da gripe, a preocupação é ainda maior com a aproximação do período de maior circulação do vírus, quando historicamente há aumento de casos respiratórios.
CAMPANHA AVANÇA LENTAMENTE!
A campanha de vacinação contra a gripe segue em andamento em Olímpia, mas a baixa procura pela imunização tem gerado preocupação entre as autoridades de saúde. Até o momento, foram aplicadas 2.875 doses, o que representa apenas 19,6% do público-alvo estimado em 14.697 pessoas.
A mobilização teve início em março e integra a estratégia nacional coordenada pelo Ministério da Saúde para ampliar a cobertura vacinal e proteger a população contra o vírus influenza, principalmente os grupos mais vulneráveis.
COBERTURA SEGUE ABAIXO DO ESPERADO
Mesmo entre os públicos prioritários, os índices ainda são considerados baixos. Os idosos lideram a adesão, com 23,58% de cobertura. Ao todo, pouco mais de 2.500 pessoas desse grupo foram vacinadas, de um universo de 10.629.
Na sequência aparecem as gestantes, com 21,32% de cobertura. Das 455 mulheres grávidas previstas, apenas 97 receberam a dose até o momento.
Apesar de apresentarem os melhores índices, os números ainda estão aquém do ideal, especialmente considerando a proximidade do período de maior circulação do vírus.
CRIANÇAS APRESENTAM MENOR ADESÃO
O grupo com menor procura pela vacina é o das crianças. Das 3.613 aptas a receber a imunização, apenas 272 foram vacinadas, o que representa um dos índices mais baixos da campanha.
A baixa cobertura infantil acende um sinal de alerta, já que crianças estão entre os grupos mais suscetíveis a complicações respiratórias causadas pela gripe.
Especialistas reforçam que a vacinação nessa faixa etária é fundamental para evitar quadros graves, internações e até óbitos.
SECRETARIA REFORÇA IMPORTÂNCIA DA VACINA
A Secretaria de Saúde orienta que a população pertencente aos grupos prioritários procure as unidades básicas para receber a dose. A vacina é gratuita, segura e atualizada conforme as cepas em circulação neste ano.
A meta é elevar significativamente os índices de cobertura nas próximas semanas, garantindo proteção individual e coletiva, além de evitar a sobrecarga do sistema de saúde durante o período de maior incidência de doenças respiratórias.
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