17 de maio | 2016

Prefeito de Olímpia teme que cortes prejudiquem obra de captação e tratamento de água do rio Cachoerinha

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O prefeito de Olímpia Eugênio José Zuliani está com receio que os cortes que estão sendo propostos pela presidência da república após o afastamento da presidente Dilma Vana Rousseff, venham em prejuízo do andamento das obras para captação e tratamento de água do rio Cachoeirinha, na região leste do município. “Eu tenho medo porque é uma obra que usa recursos do Orçamento. Não é financiamento. Os cortes que podem acontecer dão receio”, afirmou o prefeito ao jornal o Diário da Região.

É o caso de Olímpia, com ampliação do sistema de tratamento de água, com contrato assinado de R$ 14 milhões. A obra chegou a ser iniciada, o município comprou equipamentos e aguarda para retomar a empreitada.“Eu tenho medo porque é uma obra que usa recursos do Orçamento. Não é financiamento. Os cortes que podem acontecer dão receio”, afirmou o prefeito de Olímpia, Eugênio Zuliane (DEM), o Geninho.

Para o prefeito, o momento pode ser “remédio amargo”. “A gente sabe que vai cortar muita coisa, mas a verdade é que o País está falido. Nesse momento, temos de pensar mais no coletivo do que em uma obra aqui outra ali. Esperemos que o novo governo possa retomar o crescimento da economia, que é o mais importante. Vamos ter de tomar um remédio amargo agora para vermos melhorias no futuro”, avaliou o prefeito. 

Mas a reviravolta em Brasília, com afastamento de Dilma Rousseff e as primeiras medidas anunciadas em discursos do agora presidente em exercício, Michel Temer (PDMB), deixam prefeitos da região de Rio Preto apreensivos. A equipe de Temer afirmou que irá cortar gastos, sem detalhar exatamente quais medidas serão tomadas, e prefeituras temem que obras do governo federal na região possam ser atingidas.

No total, são mais de R$ 700 milhões em obras em andamento ou previstas com recursos federais. Apesar de a maioria dar voto de confiança ao novo governo, a preocupação é generalizada. São recursos variados que vão desde a pavimentação de ruas ou até mesmo para grandes empreitadas. O temor principal é com as obras com recursos a fundo perdido que vêm direto do Orçamento Geral da União (OGU). Mas até mesmo financiamentos são motivos para preocupação.

“A verdade é que a crise é muito grande e as prefeituras estão com muitas dificuldades. Eu não abri licitação de recapeamento, porque o governo federal não repassa a verba. Acho que prefeitos deveriam esperar. Financiamentos podem ter atrasos também”, afirmou o presidente da AMA (Associação dos Municípios da Araraquarense), e também prefeito de Nova Aliança, Jurandir Barbosa (PSDB). O prefeito espera recurso federal de R$ 250 mil para pavimentar ruas.

Em Rio Preto, por exemplo, a Prefeitura tem obras e convênios assinados que passam de R$ 400 milhões. A crise econômica já teve impacto em empreitadas como as obras antienchente, uma das vitrines do governo de Valdomiro Lopes (PSB), que utiliza verbas da União. O fim da obra já foi adiado mais de uma vez e agora a previsão de conclusão é apenas em outubro. Isso se não ocorrerem atrasos. A obra na Bady utiliza R$ 60 milhões a fundo perdido.

O prefeito Valdomiro Lopes (PSB) já reclamou de atrasos ainda no governo Dilma, cenário que preocupa mesmo com Michel Temer. “A obra da Bady é Orçamento Geral da União. Teve um certo atraso e agora ficou em dia. Espero que continue em dia. A maioria das nossas obras é por financiamento. Mobilidade urbana é tudo financiamento”, afirmou o prefeito, para quem os financiamentos não devem ter problemas. Só no plano de mobilidade, a Prefeitura de Rio Preto conta com investimentos de mais de R$ 200 milhões, por financiamento. 

Valdomiro também espera que a já anunciada duplicação da BR-153, de mais de R$ 180 milhões, saia mesmo do papel. O Semae (Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto) também deu início a obras milionárias e projetos que agora dependem de recursos a fundo perdido. É o caso, por exemplo, do estudo para captação de água no rio Grande, no valor de R$ 15 milhões. A verba prevista para ampliação da estação de tratamento de esgoto (ETE), iniciada com recursos próprios, prevê repasse federal estimado em R$ 48 milhões.

PELA REGIÃO

Em cidades da região também há obras importantes que aguardam liberação de recursos federais a fundo perdido. Em Votuporanga, a Prefeitura toca obras de destaque com recursos da União.

Há mais de R$ 22 milhões em empréstimos e 17 obras iniciadas ou para iniciar que somam R$ 11 milhões. Antes mesmo da mudança de presidente, o prefeito Júnior Marão já se queixava de atrasos nos repasses federais.

A prefeita de Fernandópolis, Ana Bim mostra apreensão com a mudança na Presidência. “Estamos todos apreensivos. É uma crise mais política do que econômica”, afirmou a prefeita, que espera liberação, a fundo perdido, de cerca de R$ 1 milhão para obras, como recape e praça esportiva.

Com obras milionárias em andamento e projetos em análise, o prefeito de Catanduva, Geraldo Vinholi, é mais otimista com a posse de Temer, apesar de dizer que “não há milagres.” “Sabemos que a situação do País é de uma crise gravíssima, não há recursos para tudo e não há milagres. Devemos nessa hora apoiar o novo governo composto de pessoas de credibilidade, devolvendo ao país a esperança e o otimismo para que voltemos a crescer”, disse, por meio de nota de sua assessoria.

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