15 de julho | 2012

Prefeito diz que não pediu para Naby Affiune rever decisão de transferir policiais de Olímpia

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O prefeito Eugênio José Zuliani afirmou na segunda-feira desta se­mana, dia 9, que não manteve con­tato com o comandante do 33.º Batalhão da Polícia Militar de Bar­retos, Naby Affiune, com a finalidade de que este revesse a decisão que tomou de transferir policiais militares que trabalham em Olímpia para outras localidades. A afirmação se deu em e-mail que enviou para a redação do jornal, depois de tomar conhecimento da informação.

Ao fazer a afirmação, Zuliani men­cionou a parte da matéria publicada na edição passada dando conta de que o Comando do Policiamento do Interior (CPI) de Ribeirão Preto já teria aberto um processo investigatório e já estaria apurando um possível abuso de autoridade que teria sido praticado provavelmente no mês de junho, contra policiais de Olímpia e região.

Dentre as várias informações que chegaram à redação, uma faz menção a uma possível solicitação do prefeito: “Também consta que o prefeito de Olímpia, Eugênio Jo­sé Zuliani, teria tentado intervir em favor dos policiais que estariam sendo atingidos, com um pedido para que Affiune retroagisse na decisão que tomou, mas este teria desconsiderado o pedido”.

De acordo com o que diz o prefeito, se trata de uma situação que não tem procedência. “Não procede, não tive nenhum contato com Nabi, desde quando ele tomou pos­se eu não fiz nenhuma tentativa de intervir a favor de ninguém. Portanto, não procede o trecho acima”, afirmou Zuliani.

Como se recorda, segundo a reportagem apurou, embora sem uma confirmação oficial, algumas situações geradas pelas decisões e atos do comandante já teriam si­do sanadas pelo comando em Ribeirão Preto. Consta que teriam si­do revertidas as transferências de três policiais que trabalham em Olímpia há vários anos para outras cidades, sem que houvesse motivação para tanto. As trans­ferências seriam decisão que o comandante teria adotado logo que assumiu o comando do 33.º Batalhão, ao qual a Companhia de Olímpia, que engloba as cidades da microrregião (comarca), por motivação pessoal, pelo que consta.

A investigação teria sido motivada por uma denúncia formulada pela Comissão de Direitos Humanos dos Policiais de São Paulo, que teria recebido reclamação de mais de 40 policiais de Olímpia, Barretos e Bebedouro, que teriam procurado o departamento jurídico do órgão. No entanto, como costumeiramente ocorre em casos como esse, que são tratados internamente pela corporação, há sem­pre muitas dificuldades para que sejam obtidas informações mais precisas sobre a situação que estaria se apresentando atualmente. Mas segundo informação que corre nos meios policiais, o comandante teria se referido a pelo menos um dos policiais, na frente de dezenas de pessoas, recentemente, referindo-se ao mesmo como lixo inútil, entre outras coisas relacionadas à vida pessoal do policial.

Outra informação que chegou à redação desta Folha, também não confirmada, é que um coronel que atuaria em Franca, também sob a jurisdição do CPI de Ribeirão, já teria ouvido mais de 41 policiais.

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