11 de maio | 2008

Preso suspeito de matar casal a marretadas

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A Polícia Civil de Olímpia prendeu na tarde de sábado, 10 de maio, o reeducando do Instituto Penal Agrícola (IPA), N.R.C., de 29 anos, suspeito de matar a marretadas Olício Borges Vilela, de 57 anos, e sua esposa Terezinha Vicente Borges Vilela, de 52 anos. Ele cumpre pena por por tentativa de homicídio e estupro e estava na cidade, onde mora sua família, devido à saída temporária do Dia dos Mães.

Ele foi detido ainda na sexta-feira, mas como a polícia não conseguiu sua prisão temporária no dia, foi obrigado a soltá-lo. Com a concessão da prisão temporária no sábado, dia 10 de maio, a polícia civil local foi atrás do suspeito novamente este foi detido no mesmo dia.

De acordo com informações extra-oficiais que circularam nos meios policiais, o reeducando do IPA teria confessado na polícia que teria se dirigido ao local para cobrar uma dívida e, como estava drogado, teria praticado os assassinatos.

A polícia local agora terá 30 dias para obter provas suficientes para embasar uma prisão preventiva, senão terá que colocar em liberdade o suspeito.

Os crimes, com requintes de crueldade, segundo indícios da policia local, teriam sido praticados na noite de quinta-feira, 8 de maio, por volta das 22 horas, quando o casal Olício Borges Vilela, de 56 anos e Terezinha Vicente Borges, de 52 anos, foi assassinado a golpes de marreta na chácara que residiam, denominada estância Santa Luzia, na estrada do Baixão.

Os corpos foram encontrados pelo filho do casal, Alexandre Borges Vilela, na sexta-feira, por volta das 11 horas, quando chegava para almoçar com os pais e deparou com a cena do crime. Olício estava caído na varanda da casa e Te­re­zinha na cozinha da residência. Os dois corpos receberam vários golpes de marreta, especialmente nas cabeças.

Duas marretas foram encontradas jogadas próximas aos corpos, manchadas de sangue. Uma pesando aproximadamente cinco quilos e outra menor, com cerca de dois quilos. Os familiares não notaram falta de nenhum pertence das vítimas, até mesmo uma perua Kombi, pertencente ao casal, continuava estacionada no local de costume.

Segundo os familiares informaram à polícia, o casal tem seis filhos (uma mulher e cinco homens), mas todos residem em Olímpia. O casal residia sozinho na chácara e obtinha renda para sobreviver comercializando frutas, legumes e verduras, que eram colhidas na horta cultivada por Olício.

NÃO TINHAM INIMIGOS
Ainda de acordo com os membros da fa­mília, o casal Olício e Terezinha não tinha inimigos, matinha uma vida simples e não tinha dívidas. Na casa, também não mantinha nada de valor que po­deria despertar a atenção de ladrões. Ninguém soube apontar um motivo que pudesse justificar os crimes, especialmente, praticados com requinte de cru­el­dade.

Sobre a autoria do duplo homicídio, a polícia na sexta-feira havia conseguido uma testemunha, moradora nas proximidades, que afirmou ter ouvido ruídos estranhos vindos da casa na noite de quinta-feira, aproximadamente às 22 horas, entre eles o barulho de uma moto. A testemunha afirma não ter ouvido gritos. No 1º Distrito Policial o delegado João Brocanelo Neto instaurou inquérito para apurar prática de duplo homicídio.

DETENÇÃO
Ainda na sexta-feira, foi detido para averiguação na tarde de sexta-feira, 9 de maio, o reeducando do Instituto Penal Agrícola (IPA), N.R.C., de 29 anos, considerado o principal suspeito de ter assassinado, a golpes de mar­retas, o casal Olício Borges Vilela e Te­rezinha Vicente Borges, na estância Santa Luiza.

Em princípio, ele negou qualquer participação no crime. Já o delegado João Brocanelo Neto, que preside o inquérito, segundo informações, tentou a sua prisão temporária no mesmo dia.

A suspeita sobre N.R.C. surgiu porque, segundo a polícia, o filho do casal, Alexandre Borges Vilela, contou que na véspera dos crimes ele esteve nas proximidades da chácara, pilotando uma moto, e perguntou para o próprio Alexandre, sobre quem residia naquela local.  N.R.C. foi detido pelos investigadores da Polícia Civil de Olímpia, na casa de seus familiares na rua da Mangueira, na Cohab II.

Para os investigadores ele negou a prática dos crimes. Justificou ter estado nas proximidades da chácara alegando estar procurando a casa de um traficante, pois tinha a intenção de comprar drogas.

Por outro lado, segundo a polícia, N.R.C. está cumprindo pena pela prática de tentativa de estupro contra uma moça em Olímpia, há cerca de oito anos, quando a deixou jogada em uma valeta em uma estrada na zona rural. Esta semana ele foi beneficiado pelo indulto do Dia das Mães e foi colocado em liberdade.

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