28 de novembro | 2010
Presos de Severínia reagem e polícia é obrigada a levar Donegá para Altair
Os presos que estão encarcerados na cadeia pública de Severínia rejeitaram a presença de Márcio Roberto Donegá (foto), de 27 anos, preso na manhã do dia 25. Com isso, ele teve que ser levado para a cadeia pública de Altair, onde está encarcerado em cela comum, com mais de dez presos. O acusado teve a condenação confirmada pelo Tribunal Justiça de São Paulo, em cinco anos de reclusão em regime semi-aberto. Márcio Roberto Donegá é acusado de ter assassinado o auxiliar de produção Jorge Luís dos Santos, de 25 anos, no dia 3 de novembro de 2003, com tiros de revólver, na estrada da “Prainha” cerca de 50 metros do distrito industrial de Olímpia. Em julgamento popular realizado no Fórum de Olímpia, ele foi condenado a 4 anos de reclusão, com o direito de recorrer em liberdade.
Agora, por decisão unânime dos desembargadores da 8ª Câmara Criminal, foi confirmada a pena de 5 anos de reclusão em regime semi-aberto. O mandado de prisão foi cumprido na manhã de ontem, dia 25, pela Polícia Militar. Donegá foi preso quando estava na rua Caetano Gotardi, 197, no bairro Silva Melo. Ele não reagiu.
PRESOS DE SEVERÍNIA REJEITARAM
Como não foi encontrada vaga em presídio semi-aberto, Márcio Donegá foi levado para ser encarcerado na cadeia de Severínia.
No entanto, segundo o carcereiro policial Carvalho, quando ele pretendia colocar Donegá em uma das celas, os presos rejeitaram a presença do condenado.
Segundo o carcereiro policial entre os presos está encarcerado um primo da vítima.
Informou ainda que foi uma reação forte, de grande parte dos presos e como o xadrez é conhecido como “Seguro” (onde ficam os presos jurados de morte) já está com dois detentos. Também segundo Carvalho, a cadeia está com 46 presos, quase o triplo de sua capacidade normal.
Com isso, Márcio Donegá, teve que ser levado para a cadeia de Altair, onde foi encarcerado em cela normal, juntamente com mais de dez presos. Segundo o escrivão Júlio, naquela cadeia não houve reação dos presos.
TANNURI DEVERÁ RECORRER
Segundo informou o advogado Galib Jorge Tannuri é possível recorrer no STJ-Superior Tribunal de Justiça em Brasília, o que deverá ser decidido pela família do condenado nos próximos dias. O advogado declarou que sua briga “é por uma pena de 4 anos e não 5 como determinou o TJ”.
No entanto, de acordo com Tannuri, caso esta pena de cinco anos seja mantida, dentro de seis meses Márcio Donegá será colocado no regime aberto. Lembrou que ele já cumpriu quatro meses, após o crime e para ter direito a regressão do regime, terá que cumprir 1/6 da pena, que equivale a dez meses, do total de cinco anos.
O CRIME
O crime aconteceu na manhã do dia 3 de novembro, próximo do Distrito Industrial, onde Jorge Luis, trabalhava como auxiliar de produção na indústria de sabão Arpe. Os dois estavam de motocicletas e Donegá disparou vários tiros em Jorge, que morreu no local. A defesa alegou que era Jorge que estava armado e ameaçando Donegá, que retirou a arma e efetuou os disparos.
A pivô do crime foi a crediarista Ana Carolina Ferri, que em depoimento à polícia confirmou que manteve duplo relacionamento com Jorge Luís e Márcio Donegá, durante apenas 15 dias. Relatou que foi amasiada com Jorge durante dois anos e que acabou rompendo o relacionamento depois que conheceu Márcio, no seu trabalho. A partir daí, começaram os desentendimentos entre os dois.
Comentários
Os comentários não representam a opinião do iFolha; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Você deve se logar no site para enviar um comentário. Clique aqui e faça o login!
Ainda não tem nenhum comentário para esse post. Seja o primeiro a comentar!
Mais lidas






