17 de maio | 2026
Primeiro réu do “caso Euripinho” é condenado a 9 anos e 4 meses de reclusão
TIROTEIO NA SENADOR!
Processo foi desmembrado e os outros quatro réus, inclusive “Euripinho”, serão julgados em outros dois júris ainda neste mês.
Em julgamento que teve 12 horas de duração, o réu Paulo Sérgio Vieira, de 56 anos, o “Paulinho”, foi condenado a 9 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Por determinação do juízo e como respondeu ao julgamento em liberdade, o acusado foi detido logo após o júri e encaminhado para a Cadeia Pública de Colina, onde deverá aguardar decisão da Justiça sobre o local em que cumprirá a pena.
Tanto a defesa quanto o Ministério Público ainda não se manifestaram sobre eventual recurso da sentença.
O processo foi desmembrado e os outros quatro réus, inclusive o corretor Euripedes Augusto de Melo, o “Euripinho”, serão julgados ainda neste mês.
O júri popular foi realizado na quinta-feira, 14, com início às 9 horas. O veredicto foi divulgado pelo juiz-presidente do Tribunal do Júri, Mateus Lucatto de Campos, às 21 horas. A promotora Sylvia Luiza Damas Ribeiro sustentou a denúncia de homicídio contra a vítima fatal Leandro Ribas da Silva, tentativa de homicídio contra Márcio Aparecido Macri, que sobreviveu sem ferimentos, e associação criminosa.
OS DEBATES
A defesa do advogado Galib Jorge Tannuri sustentou a tese de negativa de autoria quanto ao homicídio, tendo o réu Paulinho sido absolvido da acusação da prática de homicídio e também da associação criminosa. A condenação ocorreu apenas pela denúncia de tentativa de homicídio contra Márcio Aparecido Macri.
Durante os debates, a promotora Sylvia sustentou que foi “Paulinho” quem efetuou o disparo, pelas costas, que atingiu a cabeça de Ribas, causando sua morte. Já a defesa sustentou a tese de que o tiro que matou Ribas teria sido disparado acidentalmente por seu próprio amigo, Macri, durante o tiroteio.
PRÓXIMOS JÚRIS
Em razão do desmembramento do processo, está marcado para o próximo dia 21, quinta-feira, às 9 horas, no Fórum de Olímpia, o julgamento de Laércio Marques e Emerson Alceu Teixeira, o “Nim Peão”. Já Euripedes Augusto de Melo, o “Euripinho”, e Elton Regis Albertino, o “Nuguete”, serão julgados no dia 28 deste mês de maio.
O TIROTEIO
Como se sabe, o tiroteio na Rua Senador Virgílio Rodrigues Alves aconteceu na manhã do dia 11 de julho de 2017, quando os cobradores Márcio Macri e Leandro Ribas, contratados pelo advogado Antônio Luiz Pimenta Laraia, vieram de São José do Rio Preto para cobrar uma suposta dívida de R$ 350 mil. Euripinho faz questão de destacar que não deve.
Quando os cobradores estavam na porta da casa do corretor, chegaram os funcionários Paulo Sérgio Vieira, Laércio Marques, o “Laércio Peão”, Emerson Alceu Teixeira, o “Nim Peão”, e Elton Regis Albertino para receber seus salários do patrão Euripinho. Então, houve um entrevero que culminou na troca de tiros.
Com isso, o cobrador Ribas foi atingido na cabeça e acabou falecendo dias depois no Hospital de Barretos. Euripinho, que estava no interior do quarto de sua casa, foi atingido por um tiro no braço. Paulinho foi baleado no ombro e Laércio Peão ficou ferido no rosto e no ombro. Nim Peão e Nuguete não ficaram feridos.
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