24 de maio | 2026
Tribunal do júri absolve Nim e Laércio Peão
Júri popular que absolveu de Nim e Laércio é a segunda etapa do caso “Tiroteio da Senador” após quase 9 anos e teve quase 14 horas de duração.

Durante o júri, a promotora Sylvia Luiza Damas Prestes Ribeiro sustentou a denúncia contra os réus pela morte do cobrador Leandro Ribas da Silva, pela tentativa de homicídio contra Márcio Aparecido Macri e também pela acusação de associação criminosa.
A acusação tentava responsabilizar Nim Peão e Laércio Peão pela troca de tiros ocorrida em frente à residência do corretor Euripedes Augusto de Melo, o “Euripinho”.
NEGATIVA DE AUTORIA
FOI ACATADA PELOS JURADOS
A defesa foi feita pelos advogados Galib Jorge Tannuri, Wilquem Manoel Neves e Marcos Antônio Santos, auxiliados pelas advogadas Ana Beatriz Campos e Naiara Carolini Braga. Os defensores sustentaram durante todo o julgamento a tese de negativa de autoria para os dois acusados, argumento que acabou acolhido pelo Conselho de Sentença formado por quatro homens e três mulheres.
Ao final do julgamento, o advogado Galib Tannuri comemorou a absolvição afirmando que “Olímpia não é terra de vira-latas”, fazendo referência a uma expressão popularizada pelo escritor Nelson Rodrigues. Segundo a defesa, os cobradores envolvidos no episódio teriam ido armados até a residência de Euripinho.
Durante os debates em plenário, a defesa também levantou a tese de que o disparo que matou Leandro Ribas poderia ter partido do próprio Márcio Macri, durante a intensa troca de tiros registrada no local. Os advogados citaram depoimento do jornalista Cleber Luis, que afirmou ter ouvido de Macri a frase: “acho que zerei meu amigo”.
TROCA DE TIROS
DEIXOU FERIDOS E UM MORTO
Conforme os relatos apresentados durante o julgamento, Márcio Macri teria efetuado vários disparos durante o confronto. Dois tiros atingiram Laércio Peão, um na barriga e outro na boca. Paulinho foi baleado no ombro e Euripinho sofreu um ferimento no braço enquanto estava dentro do quarto da residência. Nim Peão e Elton Regis Albertino, o “Nuguete”, não ficaram feridos.
O processo foi desmembrado e os acusados passaram a ser julgados separadamente. No primeiro julgamento, realizado em março de 2025, o cobrador e policial militar aposentado Márcio Aparecido Macri foi absolvido da acusação de cinco tentativas de homicídio.
Já no segundo julgamento, realizado no último dia 14 de maio deste ano, Paulo Sérgio Vieira, o “Paulinho”, foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado pela acusação de tentativa de homicídio. No entanto, ele acabou absolvido das acusações de homicídio consumado e associação criminosa.
Agora, após a absolvição de Laércio Marques e Emerson Aliceu Teixeira, o “Nim Peão”, na próxima quinta-feira, 28, acontece o último julgamento do caso, quando estarão no banco dos réus Euripedes Augusto de Melo, o “Euripinho”, e Elton Regis Albertino, o “Nuguete”.
O CASO
O episódio ficou conhecido como “Tiroteio da Senador” por ter ocorrido na Rua Senador Virgílio Rodrigues Alves, em Olímpia, no dia 11 de julho de 2017. Segundo as investigações, os cobradores Leandro Ribas da Silva e Márcio Aparecido Macri teriam sido contratados pelo advogado Antônio Luiz Pimenta Laraia para cobrar uma suposta dívida atribuída ao corretor Euripedes Augusto de Melo, o “Euripinho”, que sempre negou a existência do débito.
Na frente da residência do corretor ocorreu um desentendimento envolvendo funcionários que teriam ido ao local receber salários. A discussão terminou em uma intensa troca de tiros, que resultou na morte de Leandro Ribas da Silva. Os dois cobradores envolvidos eram policiais militares aposentados.
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