15 de março | 2017

Professores da rede estadual de Olímpia aderem a movimento contra tudo e contra todos

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O dia nacional de paralisação contra as propostas de reformas trabalhista e da Previdência Social do governo Michel Temer, chegou a Olímpia no início da manhã de quarta-feira desta semana, dia 15, com aproximadamente 50 professores da rede estadual participando da paralisação. Eles se queixam da reforma da previdência e principalmente da falta de melhores condições salariais da categoria.

Durante o ato realizado no cruzamento da Rua David de Oliveira com a Rua Coronel Francisco Nogueira, um dos mais movimentados da região central da cidade, a coordenadora local do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do estado de São Paulo (Apeoesp), Sueli Pessoa, disse também que a categoria não aceita a reforma da Educação como está sendo proposta pelo presidente Michel Temer.

Em Olímpia o movimento paralisou parcialmente três escolas: Dona Anita Costa, Maria Ubaldina de Barros Furquim e Alzira Tonelli Zaccarelli.

Também segundo ela, as centrais sindicais e movimentos sociais saíram às ruas nesta quarta-feira, junto com bancários, metalúrgicos, químicos, professores municipais e estaduais e servidores públicos são algumas das categorias profissionais que aderiram à mobilização.

GREVE DA CATEGORIA

Ainda de acordo com Sueli Pessoa, no mesmo dia os professores da rede estadual de ensino iniciariam una greve por tempo indeterminado. Uma assembleia foi realizada na tarde desta quarta-feira, 15, no vão do MASP (Museu de Arte de São Paulo), na qual foi aprovada a decisão de parar.

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) estima que os salários estejam defasados em 21,76% e pede reajuste. A categoria pede equiparação salarial com os demais profissionais com formação equivalente. A campanha salarial foi lançada no último sábado.

Segundo os professores, um reajuste de 9,1% foi dado a 18 mil profissionais que lecionam para o ensino fundamental 1, mas há mais de 230 mil docentes na rede. A Secretaria da Educação afirmou em nota que mantém a negociação aberta com sindicatos da categoria e que na terça-feira, 7, já foi pago o salário com reajuste de 10%. “Esse aumento será incorporado ao salário de mais de 18 mil professores de educação básica 1”.

A pasta disse que nenhum professor do Estado recebe menos do que o piso nacional, de R$ 2.298,80. “O salário-base dos professores da rede estadual de ensino PEB 2 é R$ 2.415,89.”

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