03 de maio | 2009

Radialistas reclamam da falta de unificação do piso

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Responsável pela região de Barretos, base à qual a cidade de Olímpia está vinculada, o diretor do Sindicato dos Trabalhadores de Empresa de Rádio e Televisão, João Alberto Prates, reclama a falta de unificação do piso salarial da categoria, atualmente diferenciado pela população da cidade onde o profissional trabalha.Este é um dos motivos que, além de avaliar de maneira geral, afirma que o trabalhador não tem muito que comemorar na passagem deste dia 1.º de maio.“Somos cada vez mais explorados por esse sistema capitalista perverso que, ao longo dos anos, vem criando verdadeiros exércitos de desempregados que acabam se submetendo a trabalhar por qualquer valor.
Acho que não tem nada a comemorar, principalmente no interior do estado de São Paulo, onde a classe trabalhadora está sendo mais explorada”, comentou.Porém, há outro problema que reconhece deveria ser eliminado e depende apenas dos profissionais da área.

Prates conta que na sua área, que atinge dezenas de cidade e um número grande de emissoras de rádio, há no máximo 110 filiados ao sindicato da categoria, contingente composto em sua maioria por homens.

“Mas as mulheres estão conquistando espaço, principalmente na capital, na televisão”, ressalvou.Para melhorar as condições da categoria Prates insiste na necessidade dos profissionais se unirem mais, principalmente, em torno das atividades sindicalista.

Para ele, embora composta por profissionais quase sempre bastante esclarecidos, muitos não se aproximam e por isso ainda é considerada pequena a adesão ao sindicato da classe.De acordo com Prates, a principal reivindicação neste momento é a unificação do piso salarial da categoria.

“Nosso piso tem três valores. Um com cidades com menos de 80 mil habitantes e outro para as cidade acima de 80 mil. Na capital há um terceiro piso diferente. Seria a grande conquista a unificação do piso salarial”, enfatizou.

Mesmo assim há conquistas a serem ressaltadas na profissão que foi regulamentada pela Lei 6615, do ano de 1978. Uma delas foi a redução de jornada de locutores pra cinco horas e de operadores de áudio para seis horas. “Só a parte da administração tem jornada normal, através da CLT”, acrescentou.

Porém, não obstante a grande conquista, Prates destaca que a categoria ainda é explorada pelos patrões, “utilizando o trabalhador em horário e jornada de oito horas, sem pagar sequer as horas extras”. De acordo com ele, isso faz com que o trabalhador sofra, principalmente na categoria dos radialistas. Além disso, reclama das perseguições impostas por alguns patrões.

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