13 de agosto | 2026
Religação irregular de água em imóvel comercial vira caso de polícia em Olímpia
Proprietário registrou boletim após ser informado de que abastecimento, anteriormente cortado pela Sabesp, teria sido restabelecido sem autorização. Locatária afirma que não participou nem autorizou qualquer irregularidade.

O imóvel fica na Rua Síria e havia sido alugado a uma terceira pessoa. O primeiro registro policial foi feito em março deste ano e recebeu nova edição em 12 de agosto, quando o proprietário retornou à delegacia para acrescentar informações sobre a situação.
PROBLEMAS TERIAM COMEÇADO COM ATRASOS
De acordo com o histórico do boletim, o proprietário relatou que, a partir de novembro de 2024, começaram atrasos no pagamento do aluguel. Segundo ele, após deixar o imóvel, a antiga locatária teria indicado outra pessoa para permanecer no local.
Ainda conforme o registro, durante novembro e dezembro de 2024 os aluguéis atrasados teriam sido pagos. Depois, entre janeiro e maio de 2025, os pagamentos passaram a ocorrer de maneira irregular, com depósitos parciais e valores fracionados. A partir de junho daquele ano, segundo o proprietário, os pagamentos teriam sido interrompidos.
O declarante afirmou também que as contas de água e energia elétrica teriam deixado de ser pagas, situação que resultou, segundo o relato registrado no BO, na interrupção dos serviços pela Sabesp e pela CPFL. Apesar disso, ele declarou que a energia elétrica teria continuado sendo utilizada no imóvel mesmo após o corte oficial do fornecimento.
ÁGUA TERIA SIDO RELIGADA SEM AUTORIZAÇÃO
No complemento registrado em 12 de agosto, o proprietário informou à Polícia Civil que, no dia 7, uma pessoa teria passado em frente ao imóvel e constatado que estaria ocorrendo a religação do fornecimento de água sem autorização.
Segundo o documento, essa pessoa entrou posteriormente em contato com o proprietário para comunicar o ocorrido. O declarante afirmou então ter procurado a Sabesp para obter informações e relatar a situação.
Na concessionária, conforme consta no boletim, ele teria sido informado de que o fornecimento de água daquele endereço estava oficialmente cortado e que, para o restabelecimento regular do serviço, seriam necessários documentos pendentes e o pagamento de uma taxa.
Ainda segundo o registro, funcionários da Sabesp teriam informado ao proprietário que a religação poderia ter ocorrido sem autorização e que seria solicitada uma ordem de serviço para verificação no imóvel.
LOCATÁRIA NEGA PARTICIPAÇÃO
O proprietário declarou à Polícia Civil que não concordava com a situação e afirmou não ter participado, autorizado ou compactuado com qualquer eventual religação irregular.
O boletim também registra a versão da mulher que aparece como parte na ocorrência. Conforme anotação feita no documento, ela teria informado que não participou, não autorizou e não compactua com qualquer conduta dessa natureza.
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