16 de dezembro | 2020
Repercussão faz deputado Geninho voltar atrás e não inserir pedido de Bolsonaro
O MILAGRE ERA DEMAIS?
Geninho anunciou que não irá colocar pedido de inclusão de termo de responsabilidade da população ao tomar vacina.

Geninho argumentou que não tinha visto nenhum impedimento pois esta seria uma exigência de um dos laboratórios citados pelo presidente e que iria acrescentar a medida em seu relatório. No entanto, após a repercussão negativa da medida que foi considerada como uma jogada do presidente para desviar a atenção da população das investigações contra seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, e que seria também uma forma de consolidar ainda mais sua campanha criminosa contra a vacina e a própria pandemia.
Diante desta reação e até de acusações de ter sido usado pelo presidente, além da manifestação contundente contra o fato do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do seu partido, Geninho resolveu voltar atrás e o relatório deverá permanecer da forma em que foi apresentado e deverá ser votado junto com a MP da vacina, nesta quinta-feira, 17.
Como se recorda, Geninho reuniu-se na manhã da terça-feira com o presidente da República, Jair Bolsonaro, para explanar sobre o seu parecer à MP apresentada à Câmara na última semana e a aquisição de vacinas contra a Covid pelo Ministério da Saúde.
"Foi um encontro muito importante em que o presidente afirmou que vai comprar todas as vacinas disponíveis no mercado, desde que estejam autorizadas pela Anvisa", frisou Geninho na ocasião.
No parecer, o deputado recomenda ao Ministério da Saúde que toda a população brasileira seja imunizada contra Covid-19 no prazo de um ano e que o plano nacional de imunização, a ser implementado em todo o país pelo Ministério da Saúde, precisará garantir a incorporação de todas as vacinas contra a doença, com reconhecida eficácia e segurança, especialmente as que já estão sendo testadas no Brasil, como é o caso da vacina de Oxford, criada e desenvolvida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, Coronavac, da Sinovac e da Pfizer, desenvolvida pela empresa alemã BioNTech e a farmacêutica chinesa Fosun Pharma.
O documento também recomenda que a Anvisa autorize o uso emergencial e temporário de vacinas, desde que já tenham sido aprovadas por outros órgãos regulatórios internacionais, como o Food and Drug Administration (FDA), European Medicines Agency (EMA), Pharmaceuticals and Medical Devices Agency (PMDA) e National Medical Products Administration (NMPA).
No entanto, o presidente teria convencido o deputado a incluir um termo de responsabilidade por parte da população para tomar a vacina.
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