28 de fevereiro | 2016

Servidores rejeitam proposta e pedem 12,5% de reajuste

Compartilhe:

Os servidores públicos municipais rejeitaram por unanimidade a proposta do prefeito Eugênio José Zuliani de um aumento de R$ 200,00 no valor do auxílio alimentação, mas sem que esse valor fosse incorporado aos salários no final deste ano.

A recusa foi durante uma assembleia realizada na noite da quarta-feira desta semana, dia 24, pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Olímpia, na Casa de Cultura Prefeito Álvaro Marreta Cassiano Ayusso.

A reunião foi realizada para a discussão e votação da proposta do prefeito Eugênio José Zuliani de não reajustar os salários neste ano, mas apenas aumentar o valor do auxílio alimentação da categoria de R$ 104,00 para R$ 304,00, mas sem incorporar o valor no final do ano.

Em certos momentos a discussão ficou acalorada, pois alguns funcionários alegavam que o sindicato não fora firme em 2015 e teria deixado de cobrar a possibilidade aventada no início do período, de um acréscimo de 3% além do reajuste aplicado nos valores da categoria.

Houve também argumentação de que a contraproposta do prefeito não respeitaria a isonomia da categoria, além de ser considerada até uma ofensa, pois a mesma não seria incorporada aos salários no final do período.

A contraproposta foi rejeitada por unanimidade. Das propostas que foram apresentadas pela categoria, sendo uma de 12% e outra de 12,5%, esta última aprovada por todos os presentes.

Também ficou acordado que, caso haja demora na apreciação da contraproposta – 12,5% – que seja realizada uma manifestação na frente da sede da Prefeitura Municipal, onde está o gabinete do prefeito Eugênio José Zuliani.

PEDALADA SALARIAL

Como se sabe, o prefeito está propondo uma forma de aumento salarial para os funcionários públicos municipais que pode ser considerada uma verdadeira pedalada fiscal. Através de um reajuste grande, principalmente em relação ao salário base mais baixo, do valor do auxílio alimentação, a folha de pagamentos não ultrapassaria o limite do orçamento que é exigido pela Constituição Federal e também manteria a atual média de recolhimento ao instituto de previdência do município.

Pelo menos é isso que se pode entender das explicações do diretor de Divisão de Recursos Humanos da Prefeitura Municipal de Olímpia, Sandro Campos Magalhães, que foram divulgadas pela imprensa local no dia 19. O sistema é também defendido pela secretária municipal de Gestão, Sandra Regina de Lima.
 

Um dos detalhes explicados é que o aumento de R$ 200,00 no vale alimentação seriam pagos integrais e sem os descontos de praxe. “Caso déssemos os 10,64% aceitáveis pelo sindicato o reajuste em valores nominais seria de R$ 116,00, com descontos R$ 103,00”, argumenta o diretor.

Também segundo a informação divulgada, essa forma de reajuste encontrada é a mais factível na atualidade, pois evitaria que o limite legal da folha de pagamentos fosse ultrapassado. Hoje esse limite está em 47%, numa folha de R$ 5,4 milhões.

Além disso, há outro problema que vai interferir diretamente na vida profissional dos funcionários públicos municipais: a defasagem salarial da categoria que já vem de vários anos, vai continuar crescendo deixando a classe cada vez mais à deriva.

Compartilhe:

Comentários

Os comentários não representam a opinião do iFolha; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Você deve se logar no site para enviar um comentário. Clique aqui e faça o login!

Ainda não tem nenhum comentário para esse post. Seja o primeiro a comentar!

Mais lidas