09 de agosto | 2026
Um ano após a chacina, viúva perde a esperança por Justiça
Um ano após o desaparecimento e assassinato de quatro homens que viajavam para cobrar uma dívida no Paraná, a investigação continua sem prisões e a esperança dos familiares diminui.
Denise Cristina Pereira, viúva de Robishley Hirnani de Oliveira, afirmou ao g1 que já não acredita que os responsáveis serão encontrados e punidos. Segundo ela, a Polícia Civil informa apenas que o caso continua sob investigação. “A justiça do homem para mim é falha. Hoje eu só acredito mesmo na justiça de Deus”, declarou.
FILHO CRESCE SEM O PAI
O maior sofrimento, segundo Denise, é ver o filho crescer sem conhecer o pai. O menino tinha apenas sete meses quando Robishley desapareceu e não terá lembranças da convivência com ele.
O caso começou no início de agosto de 2025. Robishley, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso saíram de São José do Rio Preto rumo a Icaraíma, no Paraná, onde encontrariam Alencar Gonçalves de Souza para cobrar uma dívida relacionada à venda de uma propriedade rural.
VÍTIMAS EMBOSCADAS
Os quatro desapareceram após chegarem à região. A Polícia Civil concluiu que foram vítimas de uma emboscada. Quarenta e quatro dias depois, em 18 de setembro de 2025, os corpos foram encontrados enterrados em uma propriedade rural, com marcas de tiros.
O veículo utilizado pelo grupo também foi localizado escondido em um bunker na mesma região. As investigações passaram, então, a concentrar as buscas pelos suspeitos de participação no crime.
SUSPEITOS FORAGIDOS
Os principais suspeitos são Antônio Buscariollo, de 67 anos, e o filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo. Eles chegaram a prestar depoimento nos primeiros dias da investigação, mas desapareceram e não foram mais localizados.
Os dois possuem mandados de prisão temporária por homicídio, foram incluídos na Difusão Vermelha da Interpol e continuam procurados. A polícia também não descarta a participação de outras pessoas no crime.
CASO TEM LIGAÇÃO
COM OLÍMPIA
A chacina tem ligação com Olímpia porque Diego Henrique Afonso, uma das quatro vítimas, residia na cidade e foi sepultado no Cemitério Municipal após a localização dos corpos.
Robishley e Rafael foram enterrados em São José do Rio Preto, enquanto Alencar Gonçalves de Souza foi sepultado no Paraná.
FAMÍLIAS ESPERAM
RESPOSTAS
Para os familiares, a dor da perda permanece acompanhada pela incerteza sobre quando — ou se — os responsáveis pelo assassinato dos quatro homens serão levados à Justiça.
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