26 de abril | 2020

Veja os momentos de comoção da população que foi às ruas dar o último adeus ao decano da medicina de Olímpia

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Clique e assista ao vídeo do cortejo do médico Nilton Roberto Martines

 

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO!      Notícia final publicada no site iFolha sobre o fato alcançou milhares de visualizações.


“Olímpia, ao longo de sua história, poucas vezes deve ter vivido momento de tamanha comoção … ”.


Olímpia, ao longo de sua história, poucas vezes de­ve ter vivido momento de tamanha comoção por par­te de tanta gente, de tantos de seus moradores. Foi uma segunda-feira negra, que começou com momentos de aflição, incredulidade e espera de melhoras, que durou desde as primeiras informações sobre o mal súbito sofrido pelo médico cirurgião Nilton Ro­berto Martines, até a notícia de sua morte, as 21h40 daquele dia.

Na terça-feira, um feriado, 21 de abril, Olímpia amanheceu mais cinza, mais triste, pois, desde as 06 da manhã se iniciava o velório daquele que, sem dúvidas, deve ter ajudado a grande maioria da população.

Esta Folha, através de seu site e seus canais no Fa­cebook, passou o tempo todo atualizando os fatos que culminaram com o enterro do médico, por volta de 15 horas da terça-feira.

A matéria final escrita pelo editor desta Folha, José Antônio Arantes, junto com fotos ilustrando o cortejo que saiu da Câmara, passou pela Santa Ca­sa, se encerrando no cemitério São José chegou a alcançar milhares de acessos, assim como as lives que realiza pelas redes sociais e pela Rádio Cidade.

Por volta das 16 horas da terça-feira, Arantes, que era amigo pessoal (o chamava de irmão) do médico, escreveu a última atualização sobre o caso no site iFolha.

“Milhares de cirurgias com percentual baixíssi­mo de insucesso; centenas de milhares de consultas que ajudaram pessoas de todas as classes; o aperfeiçoamento constante; a formação de uma família que encaminhou e amou; a cons­trução de toda uma vi­da dedicada a curar seres humanos. A população de Olímpia saiu às ruas no me­io da tarde de terça-feira, 21 de abril, para dar o último adeus ao decano da medicina de Olímpia, o cirurgião membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Nilton Matines que exer­citou sua virtude e desenvolveu suas técnicas próprias na Santa Casa de Olímpia”.

“Ele morreu na segunda-feira, 20, vítima de uma em­bolia pulmonar que o levou a uma parada car­dior­respiratória. Foi reanimado, levado para o HB em Rio Preto onde passou por cirurgia de desobstrução de trom­bos, mas não resistiu: faleceu faltando pouco mais de duas horas para terminar o dia”.

VELADO NA CÂMARA

“Foi velado na Câmara Municipal. Foi eleito pelo povo uma vez como vice-prefeito e duas como vereador mais votado. Lá ficou das 06 até as 14 horas, da terça-feira, 21, quando seu corpo saiu em cortejo pelas ruas da cidade, passando pelo hospital que foi sua segunda casa por mais de 45 anos e defronte a clínica onde exerceu seu sacerdócio, curando máculas físicas e da mente de milhares”.

“Das calçadas, grande parte destes milhares que lhe eram gratos por algum de seus atos, acenavam dando o último adeus. Do ponto onde ajudou a nascer também milhares de olimpienses, seu corpo foi encaminhado para o final desta rua que significa a linha do tempo de quem nas­­ce em Olímpia, a Síria, no Cemitério São José, onde foi colocado em sua última morada”.

“O veículo que levava o invólucro que habitou a sua alma, parou por pelo menos dez minutos no pon­to onde se destacou, onde cumpriu sua jornada e foi ovacionado principalmente por aqueles que foram tocados por sua luta insana pela vida dos outros e o ajudaram a exercitar o seu poder de decifrar os problemas de quem o procurava”.

“De onde está deve ter ouvido o canto dos filhos, da esposa Marina, dos demais familiares e de seus colaboradores que, em coro, entoaram a música “Canção da América” de Milton Nascimento, que foi seguida da oração “Pai Nosso” e mais salva de palmas”.

“Mas, foi no final desta rua, que foi depositado o seu combalido corpo que já não acompanhava a sua mente, carcomido pelos anos de batalha de uma guerra que vencia dia após dia, com vários momentos em que ia às lágrimas (de alegria e tristeza), por momentos felizes e por in­com­preensões, afinal lidava o tempo todo com o afagar dos dramas de outros seres, tentando amenizar a tragédia humana”.

“Por volta das 15 horas foi colocado em sua última morada. Agora passará a ser apenas uma imagem, uma fotografia com presença constante na mente daqueles a quem serviu e, principalmente, de quem o amou”. “Mas, morre o homem e fica a sua obra”.

“Com certeza, este ser impulsionou milhões de faíscas de energia que, co­mo uma turbina contínua, continuarão a girar e a gerar efeitos benéficos para a comunidade que ado­tou, e a deixou com a dignidade de um mestre, de um líder, de um ser que viveu pela sua sociedade, como um de seus filhos mais ilustres”. 

“Descanse em paz, nobre amigo, seus seguidores perpetuarão sua obra”.

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