05 de agosto | 2012

El Gênio e a tentativa de amordaçar a Folha e seu editor ou a história de um ditador

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“DESDE QUE” …
… mundo é mundo, existem os justos e aqueles que querem se passar como tal, de qualquer forma, de qualquer jeito, não importando o que se tenha que fazer para se criar uma imagem de liderança, impor carisma que geralmente não se tem.

A HISTÓRIA …
… mostra nomes marcantes, ditadores vis, que conseguiram arrebanhar milhões de seguidores fazendo-os acreditar numa realidade forjada, inventada, que nunca existiu.

OCORRE …
… que, justamente por serem sustentadas em inverdades, em abuso da incapacidade da maioria de enxergar além de fragmentos da própria realidade, não conseguem perdurar e a própria história mostra que sempre vem a cobrança de tudo aquilo que foi feito em nome desta realidade malversada, de dogmas e idealismos criados sem fundamento nos princípios de humanidade, apenas para enganar, enganar e enganar, para saciar as sede de riqueza e poder.

ESTE JORNALISTA …
… conhece o atual prefeito, Eugênio José, desde quando ainda era estudante e acompanhou sua história política desde os tempos da UEUO até assumir o trono da 9 de julho, do qual parece não querer de forma alguma deixar, dando a entender que fará tudo, não importando o que tenha que ser feito, para se manter no poder.

E AÍ, …
… iniciou sua trajetória de subjugação. É só olhar no seu quadro de candidatos a vereador que facilmente notar-se-á a existência de gente oriunda tanto do lado do grupo de Carneiro e Pituca, quanto do grupo de Rizzatti, os descendentes do dualismo de falsa oposição que reina nessa cidade há quase meio século.

EUGÊNIO, …
… não se sabe de que forma e não é por carisma ou por amor a sua ideologia, ou ao seu projeto de governo (não se conhece nenhum deles, ou mesmo sabe se existem), então, a dedução é que tenha sido por meios mais diretos, conseguiu arrebanhar praticamente 90% daqueles que sempre pululam pela política partidária, inacessível para quem não faça reverência aos caciques que dominam a maioria esmagadora das agremiações.

A IDEIA QUE …
… passa é a de que queria concorrer com ele mesmo, tamanha a fúria com que investiu e continua investindo contra qualquer um que possa significar mínima ameaça ao seu domínio ditatorial.

DÁ MOSTRAS …
… de que seu projeto seria o de conquistar a unanimidade, ser candidato único, esquecendo-se que a própria história mostra que esta é sempre burra, e que o debate de ideias é que sempre constrói e leva à construção de ideais mais amplos e abrangentes e que sempre abarcam mais gente.

PERDE O …
… garoto que decidiu na adolescência que queria liderar os seus, que queria ser político, a chance de entrar para a história como liderança, como aquele que conseguiria reunir não só os puxa-sacos e os sanguessugas do poder, mas uma sociedade inteira em prol de um grande projeto turístico (por exemplo) que garantisse não só aos apaniguados, mas à população como um todo, um presente melhor e um futuro mais seguro.

DO JEITO QUE …
… fez, tentando destruir ex amigos, ex admiradores que não foram tocados por sua realidade virtual, composta de fotos em jornais que tem influência, em rádio fazendo a sua defesa durante anos à fio e até em plena campanha para reeleição, sem um projeto turístico que realmente contemple mais esta oportunidade que Olímpia conseguiu, através do seu único prefeito, do único que conseguiu vislumbrar o futuro, o prefeito sem pasta que governa há vários anos, o presidente do parque aquático Thermas dos Laranjais, vai ser apenas mais um que maquiou a cidade, passou batom para inglês ver.

AS PROMESSAS …
… de emprego e saúde para todos, principalmente, ficaram só nas palavras. Tudo como dantes, na cidade do Arantes.

E FOI JUSTAMENTE …
… no quesito que mais deixou a desejar o nosso Grande Imperador, o nosso Führer, é que talvez tenha ficado aberta a lacuna para que se sentisse ameaçado, como está a demonstrar.

SIMPLESMENTE …
… tomou a Santa Casa da provedora que tinha conseguido resgatar o hospital que vivia entre o fecha e não fecha, e não conseguiu sequer fazer o mesmo, ao contrário, colocou seus apaniguados na direção e transformou a entidade num feudo e o hospital na própria imagem do caos.

FORAM …
… várias as denúncias de situações prejudiciais à pessoas; foram várias as mortes que ficaram na dúvida se foram ou não provocadas pelo mal atendimento, unido ao funcionamento inadequado dos postinhos, pela falta de médicos, pela falta de remédio. Neste item, por exemplo, é só entrar no site do tribunal e ver quantos processos que existem de pedido de remédios negados pela Saúde. Só superam ou chegam perto os processos e recursos por causa do corte indiscriminado de fornecimento de água.

TUDO ISSO …
… fez com que as pessoas pudessem perceber e lembrar daquela que tinha sido expulsa da direção do hospital e simplesmente o efeito foi justamente o contrário do que talvez previsse o seu plano de subjugação: praticamente lançou a candidatura a prefeita de Helena Pereira, pois além de tê-la expulsado de forma truculenta, ainda não conseguiu fazer nem o que ela tinha feito.

ENFIM, …
… a Saúde no governo Eugênio foi a cara do caos, que culminou com uma criança de seis meses peregrinando no colo da mãe, em pleno sol quente, pelos postinhos da cidade até morrer na Santa Casa. Se houve negligência, o inquérito policial está a dizer que não, no entanto, não se muda o fato de que a mãe declarou peremptoriamente que não foi atendida por duas vezes na UBS do Santa Ifigênia porque o médico já tinha atendido sua cota e não atenderia mais ninguém.

A ÚNICA …
… UBS que poderia atendê-la, várias horas depois e após perambular com a criança no colo, no sol quente, era a da Cohab, pra onde foi, à pé, pois nem ambulância lhe foi oferecida, mais uma vez e conseguiu ser atendida pelo pediatra Atsushi Kuroishi.

E PELO …
… que foi apurado no inquérito, a mãe foi culpada por não ter gritado mais, berrado mais, etc, mesmo tendo feito o que foi orientada a fazer nos locais onde foi.

ALIÁS, …
… o delegado João Brocanello Neto, em entrevista ao porta-voz do atual governo que vive a xingar este jornalista e este jornal por não fazer que nem o locutor que tem apelido de cachorro bravo: puxar o saco do imperador Eugênico, afirmou com todas as letras, após explicar o que foi apurado no inquérito sobre a criança, que se fosse com o filho dele, se passasse mal, recebesse atendimento clínico temporário, voltasse para casa e duas, três horas depois voltasse a passar mal, com os mesmos sintomas, voltaria ao local em que o atendeu e se não fosse internado, chamaria a polícia e até tomaria uma atitude um pouco destemperada.

OCORRE QUE …
… contra fatos, não há argumentos. O sistema não funcionou e a menina morreu.

MAS, TUDO ISSO …
… é só para explicar que Eugênio e seus vários e diversos comissionados, coincidentemente, ao inaugurarem a tal da UPA só próximo da eleição (depois de mais de um ano em obras), induzem qualquer um a achar que pode ter sido para mostrar que agora o sistema de Saúde vai funcionar (a dois meses da eleição).

NA INTERNET, …
… ao se pesquisar, é fácil encontrar histórias de outras UPAs que foram inauguradas pouco tempo antes da eleição e funcionaram como um brinco até o eleitor depositar o voto na urna. Depois, viraram prontos-socorros capengas como estava o da Santa Casa, com médicos sem experiência em emergência e urgência e apresentando um serviço capenga que pode ter levado muitos à morte.

E O MOTIVO …
… apontado em algumas destas matérias é um só: o custo de seu funcionamento. Ao que se informa, chegam a custar até mais de R$ 800 mil por mês, para funcionarem a contento. E o governo federal mandaria pouco mais de R$ 200 mil por mês (o projeto é federal).

ISSO NÃO …
… quer dizer que essa situação tenha que ocorrer aqui. É preciso torcer para que não. Pois Saúde é coisa séria.

NO ENTANTO, …
… a reforçar esta hipótese está a atitude de Eugênio tomada contra o editor deste jornal que publicou nas edições de 07 e 14 de julho último, matérias justamente falando sobre um dia de caos que teria vivido a tal da UPA.

O EDITOR, …
… no dia dos fatos, foi comunicado por um informante seu que a situação estava conturbada na Unidade de Pronto Atendimento, que uma criança teria morrido e que vários carros da polícia estavam no local.

COMO SEU …
… funcionário imediato não estava no momento, contratou o serviço do jornalista (que é seu assessor particular do editor e não do jornal), Willian Zanolli, para checar os fatos.

CHEGANDO LÁ, …
… Zanolli simplesmente fotografou a situação que estava à mostra no saguão de entrada do local: muitas pessoas aglomeradas, com algumas até chorando aguardando o atendimento.

COMO O …
… jornalista foi tratado mal no local, talvez por ordem da própria secretária, que estava lá, e já tendo até sido amiga do dito cujo, ao invés de prestar informações, entrou para dentro da UPA e, coincidentemente ou não, logo após tendo saído um enfermeiro tratando Zanolli rispidamente.

O JORNALISTA …
… como não tinha como obter informações no local, apenas fez as fotos e relatou a situação que presenciou no local ao editor: cheio de gente esperando atendimento e alguns até chorando em razão do sofrimento que deveria estar experimentando, doentes (ninguém procura a emergência e urgência à toa) e tendo que aguardar para receber o socorro.

ATO CONTÍNUO, …
… sobre a morte, foi buscado saber se havia algum BO – Boletim de Ocorrência tanto na delegacia como na Polícia Militar, pois ninguém informava nada da própria UPA.

COM BASE …
… nos dados obtidos no documento oficial que o jornalista teve acesso na Delegacia local, foram, então, elaborados os textos pelo editor que se limitou a noticiar a morte da criança com base no BO (inclusive, em nenhum momento afirmando que a UPA havia sido culpada de tal óbito) e a situação de caos que havia sido verificada “in loco” com muita gente aguardando atendimento e até chorando, ou seja, o mesmo caos que existia na Santa Casa em razão de não ter médicos suficientes para realizar o atendimento.

O GGG, …
… Grandessíssimo General Genioso e seus vários e diversos comissionados, possivelmente entendendo que de nada teria adiantado a tentativa de estrangulamento financeiro da empresa, com a secretária da Saúde utilizando espaços de página inteira durante semanas seguidas em 2009 e não fazendo o devido pagamento até hoje, o prefeito Eugênio José Zuliani enviou ofício à promotoria de Justiça local alegando que este jornal e este jornalista teriam caluniado, difamado e injuriado ao noticiar, no jornal impresso e no site ifolha (www.ifolha.com.br) a situação de caos enfrentada pela UPA, quando, inclusive, foi registrada a morte de uma criança de Altair naquela Unidade de Pronto Atendimento.

O MINISTÉRIO …
… público local, então, requereu e foi aberto na delegacia de polícia local um inquérito policial para apurar a denúncia do prefeito, que está sendo entendida pelo corpo diretivo desta empresa de comunicação como tentativa escrachada e escancarada de intimidação no sentido de calar a boca deste jornal.

NÃO BASTASSE …
… isso, a Folha da Região foi citada para responder processo por dano moral de uma pessoa que foi fotografada no dia dos fatos ocorridos na UPA, um local público, sem sequer colocar o seu nome. E, coincidentemente ou não, o advogado que assina a ação é cunhado do prefeito.

DIANTE …
… de tudo isso, esse jornalista tem o direito de achar que o Grande General Eugenioso pode estar querendo calar a boca deste jornal e deste jornalista.

MAS, …
… também pode chegar à conclusão que finalmente conseguiu entender (e este colunista até avisou-o, por telefone, logo que sua sogra morreu, também possivelmente por atendimento insatisfatório) que este poderia ser seu calcanhar de Aquiles na reeleição.

DAÍ …
… a intransigência em querer mostrar que a UPA não está igual ao Pronto Socorro da Santa Casa e querer mascarar que ela vai resolver todos os problemas da Saúde local.

BOM, PODE ATÉ SER, …
…  mas “non aquerdito, né”.

MAS, …
… também cá com os meu botões, apenas raciocinando: se o sujeito quer impor que o setor da Saúde está perfeito; Se quer impedir que este jornalista e este jornal publiquem notícias sobre a Deusa UPA através da ameaça de processo; Se, com isso está demonstrando que de nada adiantou toda a propaganda despendida através da mídia que está a ele subjugada que uma só matéria meramente jornalística deste jornal põe tudo por água abaixo; Se ele está disputando a eleição (além do candidato do PMDB do grupo que já pertenceu) justamente contra aquela que expulsou da Santa Casa, viabilizou sua candidatura através da inoperância do setor e a elegeu sua concorrente direta, será que estaria com medo de perder as eleições? Pano rápido…

José Salamargo, com sua armadura de quase dois metros, de titânio, montado no seu cavalo Roncinante e de lança em punho, com seu ferrenho seguidor ao lado, preparado para enfrentar estes horrendos moinhos de vento e já vislumbrando que esta batalha vai gerar muita sujeira.

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