18 de maio | 2025

Miguel Luiz Ramos, há 40 anos nos deixou!

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Miguel Luiz Ramos nasceu em Olímpia, exatamente no local onde era a Casa Ramos, no dia 20 de janeiro de 1919 e faleceu no dia 17 de maio de 1985, aos 66 anos de idade. Este ano faz, portanto, 40 anos que ele, meu pai, nos deixou.

Até hoje pessoas que conviveram com ele, principalmente como sendo o fundador da Casa Ramos, me encontram para reviver alguma história. Ou da conta que a família tinha na loja, ou das fitas com seleções de músicas inesquecíveis que ele gravava, ou mesmo de alguma ajuda que ele tinha dado, neste caso sempre me surpreendo, porque meu pai era daquele que “o que a mão direita dá, a esquerda não precisa ficar sabendo.”

Meu pai tinha o 3º ano de grupo e um curso técnico inacabado. Mas a sua criatividade e inovação eram impressionantes. A primeira fotocopiadora (a chamada xerox) foi na Casa Ramos. Era um produto da 3M do Brasil, que curiosamente tinha um negativo que rapidamente revelava a cópia e devolvia quentinha para o cliente. Teve a primeira copiadora de plantas de engenharia, a heliográfica, da cidade, hoje substituída pelo plotter.

A Casa Ramos foi a primeira a ter uma sacolinha para distribuição no Volta Às Aulas. Era uma sacola cor de laranja, com uma alça plástica, e vinha estampada uma rosa vermelha, indicando o amor que deve ser valorizado nos estudos. Depois veio o famoso embornal, que até hoje deixa saudades, como vemos de vez em quando ser recordado nas redes sociais.

O Tio Miguel, como era carinhosamente chamado, sempre foi extremamente acolhedor. Na Casa Ramos TODAS as pessoas eram bem atendidas, independente de classe social, raça ou gênero. E muitas pessoas, de alguma forma marginalizadas pela sociedade, se sentiam bem por lá. E invariavelmente encontrávamos meu pai conversando com elas.

Por isso, dedico este texto a centenas de pessoas que me param na rua para as lembranças deste saudoso comerciante que tanto marcou as nossas vidas em nossa cidade. Compartilho com essas pessoas esta homenagem que o setor público/político de nosso município não conseguiu fazê-lo. Assim como vários comerciantes ilustres de nossa cidade, que se foram e estão desaparecendo da memória de nossa cidade.

Márcio José Ramos
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