26 de outubro | 2025
Olimpiense que estava foragido há mais de dois anos preso pela Interpol na Itália
FOI PRESO NA ITÁLIA!
Justiça é acionada depois de quase 20 anos de crime brutal por causa de som alto em Rio Preto. Marlon Gerolin, condenado por tentativa de homicídio em 2022, foi localizado em Turim; ele fugiu do Brasil antes do julgamento e agora será extraditado para cumprir pena pela agressão que deixou vítima em coma em 2005.

A prisão foi efetuada pelo Núcleo de Apoio Especializado em Criminalidade Organizada, um braço da Interpol, após um trabalho de localização conduzido pelo promotor de justiça Orival Marques de Freitas Júnior. O crime pelo qual Gerolin foi condenado ocorreu em dezembro de 2005, no bairro São Judas Tadeu, em São José do Rio Preto.
VÍTIMA PEDIU PARA ABAIXAR
O SOM POR CAUSA DA FILHA
Na época, a vítima, o comerciante Ricardo Alexandre da Silva, morava perto de um bar e pediu a Gerolin e outro homem, Marcos Anqueta do Nascimento, que diminuíssem o som de um carro. A filha do comerciante, de apenas cinco meses, estava chorando por causa do barulho.
Em resposta ao pedido, os acusados teriam aumentado o volume e agredido violentamente o comerciante com socos e chutes. Ricardo Alexandre da Silva foi socorrido e passou 16 dias em coma. Ele sobreviveu, mas ficou com sequelas permanentes, incluindo a perda do olfato, do paladar e da audição do lado esquerdo.
DEZESSETE ANOS DE ESPERA POR JUSTIÇA
Em relatos, a vítima desabafou sobre o trauma: “Os próprios médicos falavam que eu iria escapar. Foi a mão de Deus que me deixou aqui, mas fiquei com sequelas. Perdi o paladar, o olfato para sempre, surdez na orelha esquerda. Com laudos mais aprimorados, descobri que tenho depressão. Tudo isso porque pedi para abaixar o som do carro.”
O processo judicial se arrastou por 17 anos, um atraso atribuído aos vários recursos e manobras judiciais impetrados pela defesa de Gerolin. Enquanto isso, o outro envolvido, Marcos Anqueta do Nascimento, foi julgado e condenado em 2014 a 10 anos de prisão, pena que já cumpriu integralmente.
FUGA, CONDENAÇÃO E EXTRADIÇÃO
O júri popular de Marlon Gerolin foi finalmente marcado para 1º de dezembro de 2022. Contudo, semanas antes da data, ele utilizou sua cidadania italiana para fugir do Brasil, estabelecendo-se na Itália. O júri ocorreu mesmo sem a presença do réu (à revelia), e ele foi condenado a 10 anos e 10 meses de prisão em regime fechado.
Com a prisão em Turim, o próximo passo é a extradição de Gerolin para o Brasil, que deve ocorrer devido a um acordo de cooperação existente entre os dois países. A sentença agora é considerada definitiva, com trânsito em julgado confirmado nesta semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não cabendo mais recursos. O olimpiense deverá, enfim, iniciar o cumprimento de sua pena.
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