30 de novembro | 2025

Justiça condena 6 réus por maus-tratos em comunidade terapêutica de Olímpia

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SENTENÇA CRIMINAL EM OLÍMPIA!
Comunidade terapêutica é alvo de condenações severas e investigação detalhada. Decisão judicial reconhece associação criminosa, cárcere privado e maus-tratos contra internos; penas vão de 4 a 10 anos e cinco acusados permanecem presos.

O proprietário e cinco funcionários de uma comunidade terapêutica de Olímpia foram condenados pela Justiça por integrarem uma associação criminosa responsável por manter cinco pacientes em situação de cárcere privado e maus-tratos. As penas aplicadas variam de quatro anos, em regime aberto, a 10 anos e 10 meses, em regime fechado. Cinco dos seis réus seguem presos e não poderão recorrer em liberdade.

De acordo com o processo conduzido pelos promotores de Justiça Thiago Batista Ariza e Rodrigo Pereira dos Reis, as investigações revelaram que o local funcionava de forma irregular, acumulando relatos de violência física e psicológica, administração de medicamentos sem prescrição, trancamento de quartos durante a noite e impedimento total de saída dos internos. Após fiscalização, o espaço foi interditado e todos os pacientes removidos.

ESTRUTURA DE CONTROLE

O Ministério Público demonstrou que os acusados mantinham uma estrutura organizada para controlar e punir os internos, impondo rotinas abusivas e utilizando a própria entidade para ocultar práticas de cárcere privado e maus-tratos. Depoimentos, laudos e documentos reunidos ao longo da instrução reforçaram que se tratava de um padrão sistemático de violações.

A atuação dos funcionários seguia um esquema em que punições, contenções e coerções eram utilizadas como forma de manter os internos sob submissão, sem qualquer respaldo legal ou técnico, segundo a acusação.

DECISÃO JUDICIAL

A sentença responsabilizando os seis envolvidos foi assinada pelo juiz de Direito Mateus Lucatto de Campos, da Vara Criminal de Olímpia. O magistrado reconheceu a gravidade dos crimes e a continuidade das práticas, enfatizando que o conjunto de provas demonstrou “organização estável voltada à violação da dignidade humana dos internos”.

 

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