15 de abril | 2026
Golpe da “Prova de Vida” via WhatsApp causa prejuízo de quase R$ 26 mil a morador de Olímpia
Criminosos usaram videochamada e falsa atualização bancária para invadir conta e realizar transferências e pagamentos indevidos

De acordo com o Boletim de Ocorrência, a vítima, um auxiliar de expedição de 57 anos, recebeu uma mensagem do número (21) 96512-9002. Durante a conversa, os golpistas alegaram a necessidade de atualização cadastral e induziram o homem a participar de uma videochamada, na qual apenas o rosto da vítima aparecia, enquanto o autor permanecia oculto.
ESTRATÉGIA DE INVASÃO BANCÁRIA
Após a chamada de vídeo, os criminosos orientaram a vítima a acessar o aplicativo do banco para realizar uma suposta atualização de segurança. Eles garantiram que, ao final do procedimento, o sistema estaria normalizado e seguro para uso.
No entanto, ao acessar novamente sua conta, o homem percebeu que diversos valores haviam sido retirados de seus investimentos. As movimentações incluíram transferências via Pix e pagamentos realizados sem sua autorização, atingindo diferentes destinatários.
DETALHAMENTO DOS VALORES DESVIADOS
Entre os valores identificados, consta uma transferência de R$ 9.982,33 para um beneficiário identificado como Carlos Alberto da Rocha Santos. Também foram registrados repasses de R$ 1.997,00 para a empresa Nexabet Recebimentos Digitais Ltda e R$ 7.990,00 para a Ganha Sorte Ltda.
Além disso, a vítima descobriu, ao procurar atendimento em sua agência bancária, que os criminosos emitiram um boleto em seu nome no valor de R$ 5.990,90, tendo como favorecida a plataforma Shopee, com processamento pela empresa Adyen.
PROVIDÊNCIAS POLICIAIS E ORIENTAÇÃO
O caso foi registrado como estelionato, conforme o artigo 171 do Código Penal, e será investigado pela Polícia Civil. A ocorrência foi formalizada pelo escrivão Diego Luiz Fonseca Wiziack, sob a responsabilidade do delegado Dr. Marcelo Pupo De Paula, que determinou o encaminhamento do caso à unidade competente.
A vítima foi orientada quanto ao prazo legal de seis meses para representação criminal, caso os autores sejam identificados. As autoridades reforçam o alerta para que a população não realize procedimentos de “prova de vida” ou atualizações bancárias por meio de chamadas, links ou mensagens não oficiais, evitando assim cair em golpes semelhantes.
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