30 de agosto | 2026

Marlon Gerolin é extraditado da Itália para cumprir mais de 10 anos de prisão no Brasil

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Ele havia deixado o país antes do julgamento, foi localizado em Turim em 2025 e terá de cumprir pena de 10 anos, 10 meses e 20 dias em regime fechado.

O advogado e empresário Marlon Gerolin foi extraditado da Itália para o Brasil. Ele, que é de Olímpia, desembarcou no país na segunda-feira, 24 de agosto, para iniciar o cumprimento de pena pela tentativa de homicídio de um comerciante em São José do Rio Preto.

Gerolin foi condenado a 10 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

CRIME ACONTECEU EM 2005 APÓS RECLAMAÇÃO POR SOM ALTO

O caso ocorreu em 16 de dezembro de 2005, no bairro São Judas Tadeu, em Rio Preto. Segundo a acusação, o comerciante Ricardo Alexandre da Silva morava próximo a um estabelecimento e se incomodou com o som alto de um veículo. Ele tinha uma filha de cinco meses e pediu que o volume fosse reduzido.

De acordo com a denúncia, após descer para pedir silêncio, Ricardo foi agredido por Marlon Gerolin e Marcos Zanchetta do Nascimento. A vítima foi internada em estado gravíssimo, passou 16 dias em coma e ficou com sequelas permanentes, entre elas perda da audição de um dos ouvidos, além de perda de paladar e olfato relatada posteriormente.

JULGAMENTO OCORREU 17 ANOS DEPOIS

O processo se prolongou por aproximadamente 17 anos. Marcos Zanchetta do Nascimento foi julgado anteriormente e condenado em 2014. Já o júri de Marlon foi realizado em 1º de dezembro de 2022.

Antes do julgamento, porém, Gerolin deixou o Brasil. Segundo o Ministério Público, os registros migratórios mostram que ele saiu do país em novembro de 2022, em voo internacional partindo de Guarulhos. Mesmo já estando no exterior, teria informado à Justiça que residia no Rio de Janeiro, mas a análise das movimentações migratórias indicou que ele estava na Itália.

PRISÃO FOI INCLUÍDA NA DIFUSÃO VERMELHA DA INTERPOL

Diante do descumprimento das medidas impostas pela Justiça, a liberdade provisória foi revogada e a prisão preventiva decretada. O mandado acabou incluído na chamada Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localização de pessoas procuradas pelas autoridades judiciais.

Gerolin foi localizado pelas autoridades italianas em Turim, em outubro de 2025.

Depois da prisão, o Ministério Público paulista passou a atuar juntamente com os Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores para viabilizar a extradição.

O procedimento terminou com a entrega de Gerolin às autoridades brasileiras e seu desembarque em território nacional em 24 de agosto.

 

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